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sábado, 2 de dezembro de 2017

Sobre a questão Lin Piao

INTRODUÇÃO DO GRANDE DAZIBAO: Como parte de nossa homenagem ao 110º aniversário do camarada Lin Piao, e a abertura de um debate sobre a reabilitação e estudo das obras deste grande marxista-leninista-maoísta de seu tempo,  estamos publicando o presente artigo que é uma tradução de "Acerca de la cuestión de Lin Piao", matéria publicada pelo blog Gran Marcha Hacia el Comunismo. 

Esperamos que os camaradas interessados leiam com atenção, e busquem se aprofundar para poder entender o que se passou na misteriosa morte de Lin Piao, e que possam rebater as críticas injustas que foram lançadas sobre ele logo após sua morte. Infelizmente poucas foram as organizações que conduziram um estudo mais detalhado sobre as circunstâncias que ocasionaram a morte deste grande comandante que contribuiu de maneira grandiosa para o avanço do Movimento Comunista Internacional.



Estudar a história e buscar a verdade nos fatos

Mao Tsé-tung nos ensinou:
“Diante de qualquer coisa, os comunistas sempre devem perguntar a si mesmos o porquê e utilizar sua própria cabeça para examinar minuciosamente se corresponde a realidade e se está bem fundamentada; não devem em absoluto seguir aos outros cegamente nem preconizar o servilismo.
Retifiquemos o estilo de trabalho no Partido, O.E. tomo III, p. 46, Pequim, 1968

No processo de estudo e investigação a respeito de diversos aspectos e questões da ditadura do proletariado e a história e desenvolvimento do movimento operário e comunista internacional, a questão de Lin Piao merece uma atenção especial. Nesta tarefa prevaleceu o princípio de buscar a verdade nos fatos. Como apontou Mao Tsé-tung:

Por “fatos” entendemos todas as coisas que existem objetivamente; por “verdade”, a ligação interna das coisas objetivas, quer dizer, as leis que as regem, e por “buscar”, estudar.
Reformemos nosso estudo, O.E. tomo III, Pequim, 1968.

Lin Piao foi um dos dirigentes mais destacados da Revolução chinesa e em 1969 os Estatutos do Partido Comunista da China (PCCh) aprovados em seu IX Congresso o definiram como “o íntimo companheiro de armas e sucessor de Mao Tsé-tung”. É verdade que Lin Piao quis assassinar Mao através de um golpe de estado contrarrevolucionário apenas dois anos depois? Por acaso eram verdadeiras as acusações que caíram sob Lin Piao tachando o de “arrivista burguês, renegado e traidor” como Zhou En-Lai o qualificou em 1973 no X Congresso do PCCh e a posterior infame e tergiversadora campanha de crítica que se lançou sobre ele na China – ligando seu nome ao de Confúcio – adicionando-lhe os qualificativos não menos ofensivos como palhaço, latifundiário, falsificador político, vende-pátria, caudilhista militar, e enganador político que não lia livros, jornais, nem documentos, déspota, cachorro de colo da burguesia, parasita, escória, elemento nocivo, luxurioso, dissipado, superespião, imbecil, covarde, etc, etc?

Na luz dos fatos e investigação realizada pelo Grande Marcha Ao Comunismo, a acusação que a diração do Partido Comunista da China verteu desde 1972 até a atualidade sore Lin Piao qualificando-o como um contrarrevolucionário que queria capitular ante o social-imperialismo soviético resulta completamente falsa. Esta acusação foi assumida de forma seguidista pela grande maioria dos partido e organizações integrantes do movimento marxista-leninista-maoísta da época [1]. Passadas mais de três décadas e apesar da documentação que apareceu ao longo deste tempo que coloca por terra as acusações da direção do PC da China contra Lin Piao desde 1972 até a atualidade [2], a maioria dos partidos que se declaram marxista-leninista-maoístas – como os que integram ou apoiam o Movimento Revolucionário Internacionalista (MRI), não só não fizeram uma valorização científica do papel de Lin Piao e os motivos que levaram ao seu assassinato, mas persistem em seus ataques contra ele, afastados do princípio de buscar a verdade nos fatos.

Aqueles que negam a atividade revolucionária de Lin Piao e que veem apenas os aspectos negativos – o que qualificam como “linpiaoísmo” ou sinônimo de militarismo, de dar mais importância ao militar que ao político [3] se enganam. Se existiu de verdade um “linpiaoísmo” este nada tem a ver com os ataques e injúrias vertidos sobre Lin Piao, senão a se referir para defender as conquistas da Grande Revolução Cultural Proletária, a luta contra o imperialismo yankee e o social-imperialismo soviético, etc. É necessário que Lin Piao seja, de uma vez por todas, corretamente apreciado.

Uma vida à serviço da causa da revolução e do comunismo

Lin Piao nasceu em 5 de dezembro de 1907* na localidade de Huanggang, província chinesa de Hubei. Sendo estudante secundarista, esteve envolvido nas greves de 30 de Maio e no boicote de 1925, fazendo parte da Associação para o Bem-estar Social de Wuchang, presidida por Yun Tai-ying (que anos mais tarde seria um dos principais dirigentes comunistas assassinados pelo Kuomintang). Aos 19 anos, Lin Piao entra na academia militar Whampoa e em 1926 ingressou no Partido Comunista da China. Logo se destacou por seu excepcional talento estratégico. Tendo alcançado muito jovem o posto de coronel, em 1927 se une com seu regimento aos grupos guerrilheiros comunistas liderados por Mao Tsé-tung.

Lin Piao dirigiu o I Corpo do Exército do Exército Vermelho chinês e dirigiu pessoalmente a vanguarda do mesmo durante o gesto da Grande Marcha (1934-1935) e participou na ocupação de Yenan em dezembro de 1936. Seus escritos desta época são sobre “Revolução e Guerra”, no qual faz ênfase nos problemas do contato com as massas e estabelece junto a Mao Tsé-tung os regulamentos do Exército Vermelho, segundo os quais os soldados devem ajudar aos camponeses e introduzi-los nas ideias comunistas pela sua conduta exemplar.

Durante a resistência contra a invasão da China pelos imperialistas japoneses, Lin Piao dirigiu os destacamentos do Exército Vermelho (que passou a denominar-se Oitavo Exército da Rota) no norte de Shansi. Sua 115ª Divisão deu uma formidável derrota às tropas invasoras japonesas. Após ficar ferido em combate em 1938, passou dois anos de convalescência médica na URSS.

De volta à China, Lin Piao se incorpora à direção da luta revolucionária. Após a expulsão dos invasores japoneses, iniciada a Terceira Guerra Civil Revolucionária contra Chiang Kai-shek – que apoiava o imperialismo norte-americano -, em 1946 é designado comandante em chefe do Exército Vermelho na Manchúria. Em apenas um ano suas tropas cercaram e derrotaram o núcleo das forças de Chiang Kai-shek, armadas e treinadas pelos imperialistas ianques, capturando ou liquidando a 36 generais inimigos. Após a vitória do Exército Vermelho na Manchúria, Lin Piao esmagou o grosso das forças de Chiang Kai-shek no norte da China, antes de marchar sobre Pequim que se rendeu sem opor resistência alguma. Derrotado Chiang Kai-shek, em 1 de Outubro de 1949 Mao Tsé-tung proclamou na Praça de Tian An-men em Pequim, a República Popular da China.

Em 1950, ao eclodir o conflito armado na Coréia, Lin Piao dirigiu o “Corpo de Voluntários Populares Chineses” em apoio ao corpo coreano contra o imperialismo ianque e seus títeres da Coréia do Sul. Em uma contraofensiva que tomou de surpresa o comando norte-americano no sul do país dirigido pelo general MacArthur, e utilizando a tática de “maré humana”, empurrou as tropas da coalizão ianque e seus aliado até quase a derrota-los. Acometido de uma doença, Lin Piao foi retirado do cenário bélico coreano e trasladado para sua recuperação novamente na URSS. Mao Tsé-tung falou de Lin Piao como “marechal sem par” e “o marechal invencível”. Stalin disse que ele era “a primeira hierarquia chinesa cuja inteligência e coragem superam a todos. Seu punho vermelho de ferro”.
De volta à República Popular China, após ter sido varrida a linha oportunista de direita de Peng Dehuai na VIII Sessão Plenária do Comitê Central do PCCh celebrada em agosto de 1959, Lin Piao foi nomeado Ministro da Defesa, Vicepresidente executivo da Comissão Militar e membro do Comitê Permanente do Bureau Político do PCCh.

 Após a X Sessão Plenária do VIII Comitê Central do PCCh – que assentou as bases do Movimento de Educação Socialista – Lin Piao, a frente do Exército Popular de Libertação da China (EPL), iniciou em seu seio profundas transformações, destacando a abolição dos cargos – incluindo o seu próprio cargo de marechal – assim como os privilégios que os oficiais gozavam, e fortaleceu suas fileiras no trabalho político e ideológico, Lin Piao assim popularizando o maoísmo através da compilação e edição feitas por ele mesmo da primeira edição do livro de Citações do Presidente Mao Tsé-tung (1964) – o famoso Livro Vermelho – o que se traduziu em converter o EPL em um poderoso bastião e suporte do marxismo-leninismo-maoísmo.

Em seu histórico trabalho “Viva o Triunfo da Guerra Popular” (publicado em 3 de setembro de 1965), Lin Piao sistematizou brilhantemente e estendeu em escala mundial a teoria da guerra popular de Mao Tsé-tung, desenvolvendo a tese de que as “zonas rurais” do mundo, isto é, Ásia, África e América Latina, cerquem as chamadas “cidades do mundo”, referindo-se à América do Norte e Europa Ocidental, além de destacar já então a decisiva importância da ideologia maoísta ao afirmar que Mao Tsé-tung “desenvolveu de maneira criadora o marxismo-leninismo, proporcionando novas armas ao arsenal geral do marxismo-leninismo”.

Em 1966, a imprensa da República Popular da China se referia às teses de Lina Piao como parte integral do Pensamento de Mao Tsé-tung e o Partido Comunista da China declarou Lin Piao como “o íntimo companheiro de armas de Mao Tsé-tung”. Após o XI Pleno do Comitê Central do Partido Comunista da China celebrado em agosto de 1966, que aprovou a histórica “Decisão do Comitê Central do Partido Comunista da China sobre a Grande Revolução Cultural Proletária”, Lin Piao foi designado como vice-presidente do Partido, primeiro vice-presidente do comitê de assuntos militares do Partido primeiro vice-presidente do conselho de estado.

Foi em seu papel como dirigente, lado a lado com Mao Tsé-tung, da Grande Revolução Cultural Proletária (1966-1969) contra a linha burguesa e revisionista dentro do Partido propugnada por Liu Shao-qi, Deng Xiaoping e outros, que, alcançou um enorme prestígio tanto entre o proletariado e o povo chinês como também entre o proletariado e as massas revolucionárias do mundo inteiro. Foi precisamente este trabalho de líder revolucionário que lhe valeu pronunciar seu importantíssimo Informe ante o IX Congresso do Partido Comunista da China (1 de abril d 1969) e que os Estatutos aprovados pelo dito Congresso definiram a Lin Piao como “o íntimo companheiro de armas e sucessor de Mao Tsé-tung”.

Por que eliminaram Lin Piao e seus seguidores?

A eliminação de Lin Piao e seus seguidores dentro do PC da China e do EPL se produziu como resultado da luta que teve lugar ao finalizar a década de 60 do século passado entre as diferentes opiniões que no seio do PCCh desejavam avançar e aprofundar a Grande Revolução Cultural Proletária (liderados por Lin Piao e Chen Bo Da), e os que queriam frear e paralisa-la (encabeçados por Zhou En-lai). A luta parece que se iniciou durante os trabalhos do IX Congresso do PCCh e se prolongou posteriormente na II Sessão Plenária do IX Comitê Central, - celebrada em Lushan (agosto de 1970) – a respeito de questões como o papel do Partido e  do EPL após a Grande Revolução Cultural Proletária, sua relação com os novos Comitês Revolucionários, a continuidade ou não do Grupo Central da Revolução Cultural, etc. As acusações lançadas contra Lin Piao e Chen Bo Da, convertendo-lhes como responsáveis de “louvar ao gênio” – para se referir à Mao – tergiversam a realidade dos fatos [4].

Uma das razões chaves que culminaram com a liquidação de Lin Piao foram as divergências no início dos anos 70 do século vinte sobre a situação internacional e o estabelecimento de uma aliança entre a República Popular da China de um lado e o imperialismo norte-americanos e seus aliados ocidentais de outro, para fazer frente à agressividade militar da URSS, linha esta elaborada por Zhou En-lai e que se concretizaria na chamada “teoria dos três mundos” – formulada formalmente em abril de 1974 na boa de Deng Xiaoping no discurso que pronunciou diante da VI Sessão Extraordinária da Assembleia Geral da ONU. Tal linha foi apoiada por Mao Tsé-tung, Jiang Qing, Zhang Chunqiao, Wang Hongwen, Yao Wenyuan e Kang Shen, e a que se opôs Lin Piao e seus seguidores.

Enquanto Zhou En-lai e os seus manobravam na arena diplomática para assentar as bases da aliança sino-americana e preparar as visitar dos líderes máximos do imperialismo norte-americano na R.P. da China, primeiro do secretário de estado Henry Kissinger e logo o presidente Richard Nixon, Lin Piao não cessou de defender sua postura de clara oposição à mesma. Assim, por exemplo, em 9 de julho de 1971, como ministro da defesa, Lin Piao dirigiu uma carta ao vice-presidente do conselho de ministro e ministro da defesa da República Popular da Albânia, Beqir Balluku, com motivo do XXVIII aniversário de fundação da Exército Popular da Albânia, a qual finalizava com as seguintes palavras: “O imperialismo norte-americano e o social-imperialismo soviético se encontram em um dilema sem precedentes, e já não está longe de sua ruína final. Que os povo da China e Albânia nos unamos com todos os povos do mundo e nos esforcemos juntos para derrotar cabalmente os agressores ianques e todos os seus lacaios!” [5]

Não poderia haver nada mais ridículo na atualidade – e o contrário é colocar uma venda nos olhos para não ver – que seguir aceitando a falsa, e desbaratada e rocambolesca história oficial segundo a qual Lin Piao capitulou diante do social-imperialismo soviético e morreu tentando fugir para a URSS chocando-se sobre a Mongólia no avião em que viajava.

A purga e eliminação física d Lin Paio e seus partidários se iniciou na madrugada de 9 de setembro de 1971. A respeito existem distintas versões: segundo umas fontes Lin Piao, sua esposa Ye Chun – também dirigente do PCCh e seu filho Lin Li Kuo, comandante suplente do grupo aéreo a cargo da fronteira com a República Popular da Mongólia e vice-diretor do comando de ataque da força aérea, após serem detidos e negarem-se a afirmar confissões sobre suas supostas conspirações, foram assassinados em alguma prisão militar de Pequim ou no aeroporto [6]; segundo outra versão, Lin Piao e sua esposa Ye Chun foram assassinados em Pequim por forças de uma unidade militar especial de segurança, que lançou vários projéteis sobre o carro em que viajavam, o qual acabou destruído, resultando ambos mortos no ato. Todas as versões apontam que as ordens vieram de Zhou En-lai.
“Na noite de 9 de setembro - escreve Robinson Rojas, comunista e periodista chileno que viveu na China nos anos de 1970-71 – foram desmembrados o estado maior geral do EPL, o estado maior da força aérea, da marinha e do exército, e purgados o departamento político geral do EPL, a direção geral de logística e o departamento de ferrovias militares. No total, cerca de 35 generais foram aprisionados nessa noite.

(...)Os generais Juang Yung-sheng e Li Tsuo-peng foram aprisionados em seus automóveis quando se dirigiam da embaixada da Coréia para o ministério de defesa no centro de Pequim. Assim, na meia-noite de 9 de setembro de, cinco dos oito membros do estado maior geral estavam presos: os generais Juang, chefe do EMG e membro do bureau político do Partido, Wu Fa-sien, subchefe do EMG e membro do bureau político e chefe da força aérea; Chu Jui-tsuo, subchefe, e membro do bureau político e comissário político da marinha; Yen Chung-chuan, membro suplente do comitê central, subchefe. O subdiretor do departamento político general, membro suplente do comitê central, Juang Chi-yung, também estava preso. Dito em linguagem política. Oito dos 25 membros do bureau político do partido, a mais alta instância de poder na China, estavam sob as baionetas ao terminar o banquete na embaixada da Coréia. Junto a estes oito, quase trinta generais do comando superior. O golpe de mão das forças de Zhou foi dado em mais estrito segredo” (...) [7]

“Uma recontagem de pessoas que acompanharam a sua queda [Lin Piao] – aponta em relação com estes mesmos acontecimentos o periodista e escritor K.S. Karol que se encontrava na China em 1971 -  permite apreciar sua amplitude: dos vinte e um membros titulares da secretaria política, somente dez permaneceram em funções (...) Por outra parte, mais se sessenta cargos e, entre os destituídos, figuravam “celebridades nacionais” como P’an Fu-chi, promotor da tomada de poder “modelo” na província de Heilungkiang, Wang Xiao-yu, presidente do Comitê Revolucionário de Shantung (citado igualmente como exemplo para a nação em 1967), Liu Ko-ping e Chang Jih-ching, presidente e vice-presidente respectivamente do bem aclamado Comitê Provincial de Shansi;  e a lista não acaba aqui, nem muito menos. No Exército Popular de Libertação, a derrubada alcançou o chefe do estado maior, a três de seus adjuntos, e a maioria dos responsáveis pela aviação, da infantaria, dos serviços políticos da marinha e a militares de diferentes graduações nas províncias. Esta recontagem ainda sendo provisório, faz pensar que os “conspiradores” não careciam de partidários no conjunto das instituições que havia criado a revolução cultural, e que estavam recrutados entre os melhores ativistas do movimento que, nos anos anteriores, haviam fixado objetivos como alcançar topos “que o nada havia alcançado o nunca”. Na realidade, no caso de que os conceitos de “maioria” e de “minoria” puderam ter um sentido em um assunto em que o voto não intervinha, deve-se admitir que foi uma minoria quem impulsionou a nova linha internacional e interior” [8]

Após a eliminação de Lin Piao e seus partidários em 1971, a política de colaboração com o imperialismo norte-americano avançou a passos gigantescos, convertendo-se no eixo da política exterior da República Popular da China, concretizando-se na contrarrevolucionária “teoria dos três mundos”, desenhada por Zhou e Deng. E isto é mais claro que água – ou como diz um ditado espanhol “não há mais cego do que aquele que não quer ver”. A eliminação de Lin Piao e seus seguidores significou a liquidação daqueles que no seio do PCCh e do EPL rechaçavam a aproximação com o imperialismo norte-americano, então encabeçado pelos assassinos Nixon e Kissinger, e sua aproximação com governos reacionários pró-ianques  (como o de Franco na Espanha, o de Pinochet no Chile, o de Marcos nas Filipinas, ou o de Mobotu no Congo).

Em vista dos fatos é incorreto qualificar a Lin Piao como um contrarrevolucionário com base na campanha carregada de falsidades lançada após o seus assassinato. A liquidação física de Lin Piao e a eliminação e depuração de seus seguidores não somente teve um efeito traumático na China senão criou um terreno fértil para que o revisionismo voltasse a ganhar pedaços de poder que havia perdido durante a Grande Revolução Cultural Proletária, culminando com o golpe de estado contrarrevolucionário na morte de Mao Tsé-tung em outubro de 1976 e a restauração do capitalismo nas mãos de Hua Guofeng e Deng Xiaoping e sua companhia.

Em escala internacional para muito muitos militantes e para muitos militantes e simpatizantes do movimento marxista-leninista-maoísta e da República Popular da China, a forma em que a direção do PCCh abordou a morte de Lin Piao criou confusão, muitas perguntas ficaram sem respostas, muitas dúvidas sem solução, o que trouxe como resultado que o PCCh – somado com a sua nova política internacional de colaboração com o imperialismo ianque e seus lacaios burgueses na Europa e outros países do mundo, consequência da teoria dos três mundos – começou a perder prestígio e autoridade entre os comunistas e revolucionários do mundo.

É preciso pontualizar que as posições errôneas de Mao Tsé-tung condenando a Lin Piao e apoiando a linha direitista de capitulação diante dos imperialistas ocidentais para frente ao social-imperialismo soviético – que tinha Zhou En-lai como máximo ideólogo, de modo algum encobrem a grandiosa vida e obra política de Mao Tsé-tung ao longo de mais de 50 anos. Foram erros no curso de luta com problemas de grande envergadura tanto na nova experiência que supôs a Grande Revolução Cultural Proletária – primeira revolução proletária sob o socialismo – como na complexa situação internacional no final dos anos 60 e início dos anos 70 do século vinte, consequência da feroz rivalidade entre o imperialismo norte-americano e o social-imperialismo soviético em escala mundial e a linha tática derivada dele e elaborada por Zhou En-lai, apoiada Mao Tsé-tung e outros dirigentes chineses como Wang Hongwen, Jiang Qing, Zhang Chunqiao, e Yao Wenyuan os quais, após a morte de Mao Tsé-tung, em outubro de 1976 ao se produzir o golpe de estado contrarrevolucionário de Hua Guofeng foram detidos, encarcerados, e julgados pelos revisionistas chineses. De modo algum, no caso de Mao Tsé-tung, se deveram a problemas ideológicos fundamentais.

Retomar a vida e a obra de Lin Piao

Os marxistas-leninistas-maoístas, os comunistas e revolucionários devem opor-se a crítica inadequada de Lin Piao, feita com argumentos falso e com métodos errôneos.
Porque Lin Piao, na luta contra a burguesia e seus agentes, contra o oportunismo e o revisionismo de todo o tipo, defendendo o marxismo-leninismo-maoísmo.

Porque Lin Piao, com suas obras e escritos teóricos, políticos e militares fez um aporte inapagável ao marxismo-leninismo-maoísmo e ao Movimento Comunista Internacional.
Porque na vida de Lin Piao, o Partido Comunista da China e o Governo da República Popular da China, aplicaram uma política exterior que correspondia ao internacionalismo proletário e prestaram grande ajuda às lutas revolucionárias dos povos de diversos países (Coréia, Vietnã, Índia, Filipinas, Malásia, Colômbia, Brasil, Palestina, França, Itália, Espanha, etc.).
Porque Lin Piao se colocou na frente da corrente histórica, dirigindo a luta revolucionária; foi inimigo irreconciliável do imperialismo, do social-imperialismo, e de todos os reacionários.
Porque a vida de Lin Piaio foi a vida de uma grande marxista-leninista-maoísta, de um grande revolucionário proletário.
Lin Piao foi um grande marxista-leninista-maoísta, que defendeu o marxismo-leninismo-maoísmo de todos os inimigos e revisionistas tanto de dentro como de fora da China e fez uma valiosa contribuição em sua compreensão e desenvolvimento. Lin Piao conta com grandes métiros no desenvolvimento e vitória da Revolução Chinesa, e muito especial no lançamento e desenvolvimento do Movimento de Educação Socialista (1963) e a campanha no seio do Exército Popular da China para o estudo do Pensamento Mao Tsé-tung (1964). E, sobretudo e muito especialmente, na gestação e desenvolvimento da Grande Revolução Cultural Proletária (1966-1969), que impediu a restauração do revisionismo e o capitalismo na China durante alguns anos (mas até se produzir em 1976 o golpe de estado de Hua Guofeng após a morte de Mao Tsé-tung) e supôs um avanço para o Moimento Comunista Internacional e as lutas de libertação dos povos do mundo inteiro.
Por todas estas razões Lin Piao gozou de uma grande autoridade não só entre o proletariado e as massas populares da República Popular da China mas também entre o proletariado e as massas populares dos cinco continentes. Nas questões essenciais, como é defesa dos interesses do proletariado e da teoria marxista-leninista-maoísta, na luta contra o imperialismo e o social-imperialismo, o revisionismo, e demais inimigos do socialismo, Lin Piao foi e será sempre um exemplo para os comunistas e revolucionários.
Por tudo isto, os marxistas-leninistas-maoístas, os comunistas e revolucionários do século vinte e um devem retomar a vida e obra de Lin Piao.
O proletariado internacional, e o Movimento Comunista Internacional contam na atualidade com uma imensa bagagem de experiências, tanto positivas como negativas, para afrontar as novas batalhas contra a burguesia o imperialismo e a na grande marcha até o socialismo e o comunismo. E, muito especialmente, contam com a ideologia do marxismo-leninismo-maoísmo, a ciência da revolução elaborada por Marx, Engels, Lenin, Stalin e Mao Tsé-tung, resultado de todo o período histórico iniciado no século XIX com a Primeira Internacional, passando pela Comuna de Paris, a Grande Revolução Socialista de Outubro na Rússia e a construção da URSS, a Terceira Internacional Comunista e a Grande Revolução Cultural Proletária na China.
Grande Marcha ao Comunismo – agosto 2006.
*Nota do Grande Dazibao: segundo nos informa o site Wikipédia, o ano de nascimento de Lin Piao é 1907, e não 1908 como diz no texto original.
[1] A saber, só um punhado de organizações como a Liga Marxista-Leninista da Itália (que tinha sua base em Bresciae editava o periódico “Lott adi classe”) ou o Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista), liderado por Mahadev Mukherjee após o assassinato de Charu Mazumdar, continuaram defendendo a Lin Piao depois de 1972. Na Espanha parece que nenhuma organização de ideologia maoísta manteve esta mesma posição. A atitude dos partidos e organizações alinhados ideologicamente com o PC da China seguiram então uma postura seguidista e acrítica a respeito desta na questão de Lin Piao.
[2] Ver, por exemplo, Livio Maitan, O Exército, O Partido, e As Massas na Revolução Chinesa, Akal Editor, Madri 1978; Richard Wich, a crise política sino-soviética, Fundo de Cultura Econômica, México 1983; Yao Ming-le, Conspiração e Morte de Lin Piao, Editorial Argos Vergara, Barcelona 1984; Chen Jian, A China de Mao e Guerra Fria, Edições Paidos Ibérica, Barcelona 2005.
[3] Não ajuda o avanço e fortalecimento ideológico dos partido e organizações marxistas-leninistas-maoístas seguir apresentando Lin Piao na atualidade como um renegado junto a Liu e Deng e negar a responsabilidade que teve Mao Tsé-tung na mudança de orientação na política do PC da China em princípios dos anos 70 do século vinte, estabelecendo uma aliança com Nixon e o imperialismo norte-americano – como fez por exemplo o Partido Comunista do Nepal (maoísta) quando afirmava em sua II Conferência de fevereiro de 2001:
Algumas pessoas não compreendem a complexidade da revolução cultural de culpam a Mao por uma série de compromissos no período mais tardio, o que é completamente errôneo
Some important documents of Communist Party of Nepal (Maoist), p. 57, Janadisha Publications, Nepal 2004.
[4] Não esqueçamos que o próprio Mao Tsé-tung em sua conversa com Edgar Snow em 1965 declarou que era necessário mais culto à personalidade; que Zhou En-lai no IX Congresso do PCCh exaltou o desenvolvimento do marxismo-leninismo de Mao com os qualificativos “com gênioe de forma criativa”. Kang Sheng em um discurso pronunciado em 21 de janeiro de 1967se referia “ao presidente Mao que imprime ao Marxismo-Leninismo um impulso fecundo, a ele o chefe supremo dos povos do universo, e seu genial pensamento”. Também em 1968, Jian Qing proclamava um discurso “... é a voz de nosso grande chefe, o presidente Mao! Longa vida ao Presidente Mao!” (Pequim Informa 68/37 17 de setembro de 1968) e Yao Wenyuan em um artigo publicado na Pequim Informa 68/35, de 3 de setembro de 1968, se referia à Mao Tsé-tung como “o grande chefe da classe operária”, etc, etc.
[5] Robinson Rojas, “China: uma revolução em agonia”, Edições Martinez Roca, Barcelona 1978, pp 282-283.
[6] Ibid., p. 293
[7] Ibid., p. 291
[8] K. S. Carol, “A segunda revolução chinesa”. Seix Barral, Barcelona 1977, pp. 476-477


domingo, 16 de abril de 2017

KAMPUCHEA: Visões de mundo revolucionárias e não revolucionárias a respeito da construção familiar

Nota do blog GD: o presente artigo foi publicado pela primeira vez na revista "Juventude" em 2 de fevereiro de 1974, ainda durante a guerra popular de libertação do Kampuchea. O artigo foi republicado em 2 de junho de 1975, onde foram distribuídas 1000 cópias.

Um típico casal jovem das áreas libertas pelo Khmer Rouge: Khvann Sichan, vacinadora e seu esposo, Thou Sarat, província de Kampong Cham, 1973.

A questão da construção familiar é uma questão natural da humanidade. Se não fosse pela família, nossa sociedade humana seria incapaz de prosperar e avançar. Mas, se tivermos visão de mundo incorretas sobre este assunto, a construção da família não irá bem. Então, nossas famílias certamente encontrarão crises, tanto físicas quanto mentais, por toda sua vida. Portanto, nós, a juventude revolucionária, temos que compreender, compreender e ter opiniões, posições e visões do mundo em direção à construção da família, para que nossas vidas revolucionárias continuem se desenvolvendo no futuro por um bom caminho, um caminho de progresso constante.

I- A visão não-revolucionária a respeito da construção familiar.


Hoje, na sociedade imperialista-feudalista e em zonas temporariamente controladas pelo Inimigo, eles geralmente atribuem a questão da construção da família a interesses econômicos. Eles entendem que só quando têm uma base econômica rica ou um alto prestígio podem suas famílias poderão existir na abundância no conforto e ter alto prestígio. Eles não hesitam, não importa que meios ou manobras obscuras eles devem usar. Mesmo quando a nação é invadida e violada pelos cruéis imperialistas e seus serviçais, Eles ficam despreocupados. Independentemente das dificuldades e tristezas que as pessoas possam sofrer, eles não sentem a dor do povo. Ou seja, eles pensam apenas em sua própria felicidade e interesses e de suas famílias.

Não só isso, os imperialistas - feudalistas e capitalistas esforçam-se por fazer propaganda E sistematicamente transmitir essa visão de mundo incorreta para nós, os jovens, para nos perseguir após interesses pessoais - dinheiro, ouro e jóias, cargo e prestígio - e nos fazem parar de pensar no destino da nação e do povo, para nos fazer parar de ver e sentir a dor, exploração e a roubalheira que eles causam. Portanto, é por isso que na antiga sociedade antes da libertação e dentro de zonas temporariamente controladas pelo inimigo hoje, muitos jovens absorveram as visões do mundo da classe opressora. Eles pesquisam Cônjuges ou constituem família apenas por ganância material e pessoal. Ou seja, eles procuram família ou a felicidade, rompendo completamente com os interesses e com o destino de toda a nação e povo.

Exemplo: Quando um homem procura e escolhe uma esposa que é bonita e que é filha de pessoas de alto escalão para que ele próprio se torne rico ou seja promovido seguindo seus sogros. Quando a menina ou os pais da menina olham somente para uma pessoa rica ou uma pessoa de alto escalão para se casar com sua filha para que eles e sua filha possam viver na comodidade e ter prestígio por causa do marido. Mesmo que o homem ou a mulher tenham modas e morais corrompidas, eles ignoram isso. Portanto, algumas mulheres jovens concordam em se tornar esposas menores. Eles ainda concordam em tomar maridos que são da idade de seus pais ou mesmo de seus avós, contanto que o homem seja rico ou de alto cargo. É por causa dessas incorretas visões de mundo que, dentro da sociedade capitalista imperialista-feudalista não se veem muitas famílias que se dão bem juntas. Há muitas histórias vergonhosas, como disputas constantes e frequentes, espancamentos entre marido e mulher, divórcios, desesperança e suicídios dentro de cada família.

A principal razão vem do fato de que cada família está dentro de uma sociedade cheia de atos de injustiça com pessoas que exploram outras pessoas e está cheia de todo tipo de vício, corrupção e vandalismo. Então, cada família é vítima das más influências da sociedade nacional. Portanto, mesmo em famílias pequenas, não há emoções de amor e lealdade uns para com os outros. Cada pessoa pensa apenas em procurar seu respectivo lucro e felicidade. Isto é em relação às famílias ricas. Mas em relação as famílias pobres, elas enfrentam ainda mais tristeza e dificuldades devido à incrível vitimização, exploração e roubo cometidos pelos muitos elementos de controle. Portanto, hoje em dia na sociedade capitalista imperialista-feudalista e em áreas temporariamente sob o controle do inimigo, nenhuma família é capaz de encontrar felicidade para sua própria família.

II Visão de mundo revolucionária sobre a construção familiar.
Quanto a nós, os jovens revolucionários, consideramos que as questões da família são inseparáveis ​​das questões de toda a nação e do povo. Quando a nação é invadida por imperialistas, quando a nação acaba sendo um "escravo", então nossas famílias também se tornam "Escravos". Quando nossa nação é oprimida sem piedade, explorada e colocada sob dificuldades dos imperialistas-feudalistas-capitalistas, nossas famílias também são exploradas. Portanto, para que nossas famílias conheçam a verdadeira felicidade, a paz e a prosperidade, toda a nossa nação e nosso povo devem primeiro ser libertados e libertos de todo tipo de exploração pelos imperialistas reacionários - feudalistas - capitalistas. Assim, construir nossas famílias não é apenas para nossos interesses pessoais ou felicidade ou para ter filhos e netos para continuar a linhagem da família. É importante que seja para que a revolução alcance a sua missão mais elevada, libertar a nação, o povo e a classe pobre e, em seguida avançar para o socialismo e o comunismo, que são sociedades nas quais as pessoas não mais exploram as outras pessoas.

1. Como devemos, jovens revolucionários, escolher um cônjuge?
A fim de realizar com êxito as missões da revolução e avançar para os altivos objetivos acima expostos, nós a juventude revolucionária, devemos estar realmente vigilantes ao selecionar nossos cônjuges.

1. É imperativo estar vigilante em relação à moral sexual. Não escolha imprudentemente por todo o lugar. Ao casar, é imperativo fazer propostas honestamente para a Organização, para o coletivo, para que eles ajudem a resolver as coisas.

2. A disciplina organizacional deve ser absolutamente respeitada. Em matéria de construção de uma família, independentemente dos resultados da Organização e das avaliações e decisões, devem ser absolutamente respeitados. Não tenha ressentimentos. Não fique decepcionado. Isso porque só a Organização e o coletivo são capazes de fazer uma avaliação completa de todos os aspectos. Portanto, faça subjetivamente e siga suas emoções pessoais.

3. Não vá de maneira desornada como em uma corrida; Não seja quente seguir o que seu coração vê. É imperativo olhar para o seu interior muito claramente em primeiro lugar. Ou seja, eles devem ser limpos em termos de moralidade e de vida política, sem envolvimento com os cordões inimigos ou elementos ruins.

4. Se ambos estão dentro das fileiras, é imperativo escolher alguém que tenha uma sólida posição revolucionária; Qualquer que seja sua posição, eles devem ter uma postura de combate absoluto para cumprir constantemente as missões revolucionárias para o Partido, a revolução, e para o povo. Portanto, não escolhemos apenas alguém que é bonito e que sabe se vestir e andar no estilo imperialista moderno, ou que é filho de uma pessoa rica, ou que tem habilidades culturais da velha sociedade, ou que é capaz de oratória, ou que é um camarada de pistola ou fuzil, ou que possui alguma alta posição.

No passado, dentro de nossos escalões revolucionários, alguns camaradas que ainda não haviam absorvido as visões de mundo a respeito da construção familiar, constituíram família de acordo com suas emoções subjetivas e outros seguiram velhas visões de mundo.

Exemplo: Quando um camarada homem escolhia uma esposa que fosse bonita ou fosse filha de gente rica, ou fosse uma menina de habilidades culturais da antiga alta sociedade, após o casamento, algumas destas pessoas se deixaram levar pela posição de seus maridos.

Quando as mulheres escolhiam maridos que tinham influência ou que se vestiam extravagantemente ou que falavam bem e muito, ou que tinham diplomas da velha sociedade, ou que tinham alta posição dentro da revolução, etc. Com base em visões de mundo incorretas como esta, nossos companheiros construíram família depois encontrarem elementos ruins que eram perigosos para o

Partido, para a revolução, e para si mesmos também.

2. Os maus resultados da constituição inadequada de famílias

Como já sabemos, hoje os inimigos são os imperialistas americanos e seus serviçais traidores. O inimigo são os feudalistas-capitalistas reacionários. Eles estão sendo seriamente derrotado em todos os campos. Eles não têm tempo para levantar a cabeça. Quando eles nos atacam militarmente, eles perdem. Quando eles vêm em nós politicamente, eles são dissolvidos. Quando eles nos atacam economicamente, eles são derrotados novamente. Portanto, quando nos atacam por fora, não ficamos todo quebrados. Então, os inimigos, os inimigos estratégicos e os

Inimigos táticos e os inimigos de classe que ainda vivem em zonas liberadas usam manobra para querer nos bater nas tripas, inserindo o seu povo para brechas em nosso interior para destruir nossas fileiras por dentro atraindo seus parentes, atraindo-os por emoções familiares e incitando-os a romper com a revolução, a opor-se à revolução ou para trair os interesses da revolução e do povo e passar a servir interesses de família, proteger sua classe, etc.

Esta é a situação concreta: todos os inimigos estão trabalhando ocupadamente, planejando manobras dentro de nossas fileiras revolucionárias e dentro de nossas zonas libertadas. Portanto, nossos camaradas das juventude revolucionária devem prestar atenção e serem realmente vigilantes em tono deste assunto de constituição familiar. Se não respeitamos a disciplina organizacional, e não respeitamos o coletivo, se não tomamos firmes posições revolucionárias, se estamos livres em todo lugar em termos de moralidade, certamente constituiremos família incorretamente e não seremos de acordo com a linha do Partido, e certamente encontraremos maus elementos ou ainda agentes inimigos clandestinos.

Exemplo: Em alguns lugares os camaradas que exercem autoridade casaram-se os filhos de capitalistas ou feudalistas. Devido às emoções familiares, nossos companheiros enfraqueceram e inclinaram-se para eles e distanciaram-se das posições revolucionárias. Quando havia conflitos entre a linha do Partido e os interesses dos proprietários feudais capitalistas, nossos companheiros fizeram concessões para eles, se não muitos então alguns, e eles concordaram em violar a linha do Partido.

Outro exemplo: Em um local, o inimigo inseriu uma bela espiã feminina para flertar com um de nossos quadros militares. Como esse camarado e era livre em termos de moralidade, eles se amavam em segredo sem deixar que a Organização ou o coletivo soubessem.

Mais tarde, quando viu que nosso camarada estava apaixonado por ela, começou a aliciar e provocar seu marido, chicoteando rumores atacando os militares e atacando outros quadros militares, dividindo-os de uma unidade para outra, sem parar. Sem querer, aquele camarada acreditou e continuou espalhando os rumores de que ela tinha causado confusão com os militares até que a solidariedade e unidade internas da divisão militar e divisões entre os militares e a área de base também foram causados.

Quando a Organização descobriu a causa de tudo isso, ela induziu o nosso camarada a fugir e ir para o lado inimigo.

Esses tipos de problemas estão todos conectados e ocorrem continuamente dentro das forças armadas, dentro das fileiras das autoridades, e dentro das organizações de jovens também.

Muitas coisas ruins são causadas pela construção da família liberal, desrespeitando a disciplina organizacional, não aderindo a posições revolucionárias; Todos eles colocam em risco o Partido, o movimento revolucionário, e todos nós. Se nos depararmos com elementos ruins ao constituir famílias, pelo menos elas nos induzirão a ser inativos em nossa missão. Outros podem pedir que deixemos o Partido e deixemos o movimento revolucionário, que está agora em uma fervura e está apreendendo vitórias enormes. Portanto, nosso futuro certamente irá adentrar na escuridão e no nada, e será totalmente sem qualquer raio de luz.

3. A visão de edificar e educar o cônjuge após o casamento
Devemos ter a visão clara de que nosso cônjuge é uma parte inseparável da grande família revolucionária. Portanto, nosso marido ou esposa é uma das massas do Partido e é membro do movimento revolucionário. Para que nosso cônjuge se torne um bom revolucionário capaz de cumprir bem as missões revolucionárias para o Partido, para a revolução e para as pessoas, para sempre, é necessário gradualmente educa-lo e construí-lo para compreender as linhas revolucionárias políticas, ideológicas e organizacionais. Não as deixe sozinhas, deixe-as cozinhar, cuidar das crianças e cuidar da casa como famílias na sociedade antiga faziam. Por um lado, nós, os maridos, devemos nos concentrar em fazer propaganda e educar e edifica-los para seguir o caminho da linha do Partido. Mas, o que é mais importante, devemos entregá-los à Organização e ao coletivo para ajudar e edificar. Ou seja, é imperativo para eles saberem como entrar na luta, e atuar no movimento trabalhista para ajudar as pessoas e as massas a edificarem-se dentro de um movimento fervilhante.

É absolutamente imperativo evitar estragar o cônjuge e fazê-los não se atrevem para entrar para a luta do movimento trabalhista junto com o povo por medo de fadiga, por medo de se degradar, ou por medo de perda de rosto. Não considere o seu cônjuge ser algum membro especial das massas que só você pode edificar, que só você pode educar. E é absolutamente imperativo que você não edifique o seu cônjuge para seguir suas próprias emoções individuais da família. A experiência passada mostrou constantemente que a construção familiar e educação dentro de uma estrutura de abraçar apenas a própria família não é muito progressiva. Somente passando a família para a Organização, para o coletivo, para ajudar a educar e construir e por tê-los dentro do movimento de luta das massas é que nossas famílias poderão prosperar bem na direção do Partido.

Quando estivermos com o nosso cônjuge, mas se deixarmos sozinho e não educar e edifica-los para compreender a revolução ou mima-lo, eles se tornam individualistas e tendenciosos em relação à própria família. Algumas mulheres eram boas quando estavam com os pais, mas quando se tornam nossos cônjuges tornam-se de acordo com as posições de seus maridos no estilo das esposas dos mandarins na velha sociedade.

Isso tem um impacto negativo na influência do Partido, da revolução e dos indivíduos que são seus maridos, e isso faz com que as pessoas e as massas percam a fé ou não sejam calorosos para com a nossa liderança.

Portanto, nós, a juventude revolucionária, devemos aderir firmemente à direção e visão do Partido em educar e construir nossas famílias.

III. A Missão da Juventude Revolucionária E a questão da construção final
Quanto à questão da construção da família, o Partido nunca a proibiu, mas nós a juventude revolucionária devemos ter visões de mundo revolucionárias claras nessa área. E o mais importante, nós, os jovens revolucionários, devemos aderir à nossa missão, vejam claramente a glória sublime de nossas missões e compreendam claramente o brilho da honra nacional de cada um de nós jovens revolucionários, todos os quais foram confiados pelo Partido com sérias e elevadas missões revolucionárias.

Como todos vocês, camaradas, já absorveram, o Partido Comunista do Kampuchea tem e está liderando a nação, o povo e a juventude revolucionária realizando a revolução nacional-democrática em atacar e expulsar os imperialistas e seus servos e atacar e derrubar o Lon Nol, Sirimatak, Son Ngoc Thanh, o grupo de traidores de In Tam que representou os feudalistas reacionários capitalistas e os servos dos imperialistas americanos e em eliminá-los do Kampuchea, para depois avançar para a construção do socialismo e do comunismo, sociedades onde não há exploração das pessoas pelas pessoas. Portanto, nossa revolução deve trabalhar por muito mais tempo. Nós, jovens revolucionários, temos a missão de continuar o nosso dever em fazer a revolução sobre os jogadores principais desta era até que os objetivos estratégicos sejam alcançados. Portanto, nós, a juventude revolucionária devemos nos preparar de agora em diante aceitar a nossa vez no dever de fazer a revolução, liderar a revolução e construir o país para o futuro. Em particular, devemos esforçar-nos para treinar e temperar-nos em toda a missão revolucionária enquanto ainda somos jovens e ainda temos a força para construir, fortalecer e expandir nossas posições revolucionárias em todos os setores, políticos, ideológicos, e organizacionais para ser ainda mais sólido, a fim de garantir e garantir que o futuro permaneça vermelho brilhante e cresça ainda mais brilhante e vermelho para sempre.

Hoje, especialmente durante esta estação seca, o Partido Comunista do Camboja está levando toda a nação, o povo e a juventude revolucionária na mais forte das ofensivas, uma ofensiva histórica. Ou seja, no campo de batalha estamos na ofensiva atacando o inimigo extremamente forte, tornando-os dissolver ainda mais até que sejam totalmente dissolvidos. E no campo de batalha da retaguarda, devemos estar em uma ofensiva forte, mais ativa, aumentar a produção e modificar os meios de subsistência da população de base, fortalecer e expandir o movimento de cooperativismo. Em conjunto com isso, devemos dar o ímpeto mais forte e mais ativo ao movimento para construir forças revolucionárias em todos os domínios, nomeadamente no reforço e expansão da nossa Liga da Juventude, importante parte da aliança operário-camponesa, e torná-la mais firme seu status como sendo a mão direita do Partido.

Esta é uma excelente oportunidade para todos nós, revolucionários, juventude revolucionária, para entrar na briga para treinar e temperar e nos edificar dentro dos três movimentos principais, fervilhantes. Portanto, nós a juventude revolucionária, devemos erradicar e purificar completamente todas as opiniões e posturas incorretas em relação a construção da família, como a moralidade livre ou estar em um pânico quente querendo construir uma família enquanto somos muito jovens, ou sendo livres e não respeitando a disciplina organizacional e não respeitando o coletivo na construção de uma família, por exemplo. Devemos entender que em questões de família, podemos construir uma a qualquer momento. Mas só temos a nossa juventude uma vez em nossas vidas. Se permitir que ela deslize inutilmente, ele nunca vai voltar e certamente vamos lamentar mais tarde.

Portanto, os jovens revolucionários podem aproveitar esta rara oportunidade adentrar na briga para temperar e construir-se dentro dos três grandes movimentos durante esta estação seca, a fim de alcançar com êxito as elevadas missões durante esta estação seca e no futuro para o Partido, para a revolução e para o povo.




Publicado / pela segunda vez em 2 de setembro de 1975, 1000 cópias.










KAMPUCHEA: Entrevista a Khieu Samphan, 1975.


Khieu Samphan, então Vice Premier do Kampuchea Democrático.

Entrevista ao S.r. Khieu Samphan, vice premier e comandante-chefe da *FAPLNK, pelo representante da Agência de Notícias do Kampuchea em 12 de agosto de 1975, logo abaixo todo o conteúdo da entrevista:

PERGUNTA:
Libertamos totalmente o nosso país em 17 de abril de 1975. Desde então, qual é a situação no país no ponto de vista político e econômico, e no que diz respeito às condições de vida da população?

RESPOSTA:
Estou muito contente em ver o representante da Agência de Notícias do Kampuchea levantando esta questão de ardência política.

Como você prontamente sabe, nosso povo e nosso exército lutou com notável coragem, e libertaram nossa amada pátria completamente e definitivamente. Entretanto, no imediato despertar da libertação, nos deparamos com todo o tipo de problemas. Estes problemas são o legado dos imperialistas americanos e seus lacaios. Em cinco anos, os imperialistas americanos e seus lacaios, ambos dentro e fora do país, travaram uma guerra de total desgaste contra a nossa nação e contra o povo do Kampuchea. Nossa economia foi na maior parte, destruída; fábricas, arrozais, plantações, meios de transporte, escolas, hospitais, casas, pagodas, foram na maior parte, desperdiçados, tanto nas cidades como no campo.

Nossos compatriotas foram alistados forçadamente, e trancados em campos de concentração em Phnom Penh e em outras cidades que estavam sob controle provisório do inimigo. Estas vítimas foram enviadas sem comida; foram dizimados pela cólera, e as famílias foram separadas e dispersadas por todo o país.

No imediato despertar da revolução, o GRUNK e o FUNK, o povo como um todo e todo do exército popular embarcaram resolutamente na tarefa de resolver todos os problemas resultantes da particular e bárbara guerra de desgaste dos imperialistas americanos e seus lacaios que caiu sobre nós.
Como estes problemas foram resolvidos?

De um lado, o povo no campo fez todos os sacrifícios para vencer a guerra de desgaste conduzida sobre nós pelos imperialistas americanos e seus lacaios, e sofreram por anos a fio. Por outro lado, milhões de moradores das cidades, que haviam sido somente libertadas, sofreram com a fome por causa do inimigo e estavam em terrível estado. O problema é de uma gravidade sem precedentes e devemos, nós devemos resolver rapidamente sem delongas, como sendo vital para ambos, nossa nação e nosso povo.

Nós conduzimos a mobilização de todas as forças, incluindo nosso povo e nosso exército para lutar e lidar com a nova, e extremamente séria situação, ao mesmo tempo manifestando forte patriotismo e um espírito de independência e soberania, mantendo o controle sobre toda a situação e nossas decisões, tendo confiança e nossas próprias forças e mantendo firme controle em todo o nosso destino e do nosso país.

Depois de mais de três meses de luta obstinada, estávamos prontos para resolver o núcleo do problema. Estávamos prontos para prover todo o país com necessidades básicas. Podemos não estar vivendo em abundância, mas gerenciamos para resolver este assunto vital. Nosso povo agora tem os meios para dirigir uma vida normal e trabalhar para recuperar o país.

Conduzimos para obter uma vitória espetacular dentro de um tempo curto. Também mobilizamos forças com a visão de aprimorar a produção em todos os cantos do país, como também para lidar com problemas presentes e futuros. Este é o porquê do nosso exército em todo o seu percurso, desde os oficiais veteranos, homens e mulheres combatentes, estão participando vivamente na produção junto com pessoas de todos os estilos de vida. Estamos produzindo arroz de crescimento rápido (arroz de estação chuvosa). Também estamos aumentando outras culturas, incluindo bananas, batatas, mandioca, com o objetivo de prover o povo com sustento imediato e para o ano seguinte.

No geral, nosso povo e nosso exército estão com os ânimos elevados. Eles estão totalmente conscientes da linha para seguir com a ajuda na reconstrução econômica, assim também como construindo e defendendo o país. Possuem uma clara visão definida do caminho a seguir; entendem a escala e a significância da produção e além disso estão cheios de otimismo e sentem-se confiantes a respeito de um futuro melhor, muito além de seus sonhos e imaginação.

De acordo com os resultados obtidos, eu posso assegurá-lo que dentro de um ano ou dois seremos largamente auto suficientes economicamente, e especialmente no que diz respeito aos alimentos, arroz e grãos. Certamente seremos 100% auto suficientes em termos de produtos agrícolas, e até estaremos em posição de exportar alguma coisa. Então, estamos já lentamente mas seguramente provendo o povo com condições melhores de vida.

Também iniciamos reparos nas estradas. Até a metade de julho, estávamos completando os reparos nas maiores estradas, incluindo as Rodovias Nacionais 1, 2, 3, 4, 5, 6, e 7. Assim como as estradas secundárias, elas estão, no geral abertas para o tráfego. Temos resolvido o problema a respeito do sal, fabricação, e implementos agrícolas, para servir ao povo, embora ainda tenhamos alguns trabalhos pela frente.

Quanto as ferrovias, já estamos em grande parte sob controle, e nosso exército está completando os reparos dos últimos segmentos. Todos os canais de transporte fluvial estão abertos para a navegação. Temos reaberto uma quantidade de fábricas e instalações, apesar do substantivo dano causado pelo inimigo. Atribuímos grande importância para as fábricas e oficinas, porque seus produtos servem às necessidades do povo.

Muitos hospitais e escolas estão reabrindo a cada dia que passa.

Em suma, o povo e o exército popular lutaram e enfrentaram uma série de dificuldades para serem independentes e manifestarem um pesado sendo de responsabilidade.

Ao mesmo tempo, temos resolvido a maioria dos problemas, e nosso país está experimentando uma profunda mudança. A tendência é de uma contínua melhoria. Eu posso assegura-lo que nós nunca mais experimentaremos quaisquer crises econômicas, desempregos, inflação ou aumento de preços.

PERGUNTA:

S.r. Vice Premier, o que pode nos dizer sobre a segurança no país?

RESPOSTA:

Como eu justamente expliquei, o povo e o exército revolucionário, ambos resolveram a maioria dos problemas cotidianos. Eles estão determinados e armados com um elevado senso de solidariedade e ampla unidade. Além do mais, o nosso povo e nosso exército revolucionário, ambos lançaram uma corajosa batalha para ajudar a reconstrução econômica e para defender o país, enquanto ao mesmo tempo permanecem independentes, soberanos, confiantes em seus próprios recursos e em firme controle de seu destino, para a honra nacional e dignidade para um futuro melhor. Então a partir da situação política e favorável e bem estável, o país está aproveitando completa paz e segurança.

PERGUNTA:

S.r. Vice Premier, poderia nos dizer mais a respeito da política externa do *GRUNK?

Nossa política externa é muito clara e direta. Está enraizada na independência, neutralidade e não-alinhamento. Esta é nossa política, que era no passado e será no futuro. Continuaremos a aderir essa política. O que diz respeito aos países vizinhos, nossa política é de paz e amizade, baseada nos cinco princípios de coexistência pacífica. Sobre nossas relações mútuas, acreditamos na não-interferência nos assuntos internos de outros países, não-agressão, igualdade e promoção de interesses mútuos. Estamos proativos com respeito a estes princípios, e recebemos calorosamente quaisquer atividades em todo o mundo que visam promover estes princípios.

PERGUNTA:

Por último, os imperialistas americanos e seus lacaios lançaram uma campanha propagandística contra o Kampuchea, e estão atuando de maneira injusta e covarde. S.r. vice Premier, quais são suas opiniões sobre isso?

RESPOSTA:

Os imperialistas americanos e um punhado de seus lacaios colocaram sua máquina de propaganda em movimento com o objetivo de nos ferir e deliberadamente manchar a imagem do Kampuchea em prol de um plano pré-estabelecido. Isto não é uma surpresa. Isto é o que eles realmente são; os imperialistas americanos e seus lacaios nunca irão mudar. Eles são inimigos da nação e do povo do Kampuchea, é por isso que lutamos contra eles e recusamos em ser seus escravos.

Por isso que em todo o mundo, quem lutou contra os imperialistas americanos e seus lacaios acabam sendo demonizados por eles. No passado eles nos chamavam de rebeldes; agora, eles empregam a mais vergonhosa linguagem contra nós em uma tentativa de enganar a opinião mundial.
A verdade do assunto é que a luta da nação kampucheana é justificada e claramente mostra que a nação e o povo do Kampuchea estão comprometidos para a justiça e dignidade, enquanto os imperialistas americanos e os traidores não tem nenhuma consideração para a justiça e a dignidade.
Este é o motivo pelo qual povos do mundo inteiro apoiam a nossa luta. Este é o motivo pelo qual estamos aptos a derrotar os imperialistas americanos. Lutamos contra os imperialistas americanos por muitos anos, e isto é o que oferece prova concreta de que eles são os agressores. Eles sofreram um derrota devastadoramente humilhante no Kampuchea, mas eles se recusam a admitir. Estão em negação contínua para apoiar a crença de que eles podem ferir nosso povo. Eles nos insultam e nos tratam como animais. Consideram a si mesmos como defensores da humanidade e da moralidade, mas em fatos atuais, foram eles que organizaram o golpe de Estado contra o neutro e independente Kampuchea, e empreenderam a guerra de agressão contra nosso povo e nação de uma maneira altamente violenta e brutal. Com suas armas de destruição em massa, eles são os únicos que estão matando o nosso povo.

No fim do curso de cinco anos, o povo do Kampuchea e o mundo inteiro viram como os imperialistas americanos realmente são. Eles não abandonaram seus planos de nos causar danos e de nos atacar de várias maneiras. Eles também estão atacando a independência, a paz e as nações que amam a justiça em todo o mundo. É por isso que estamos reforçando nossa consciência revolucionária e damos as mãos com nações e povos em todo o mundo para – se necessário- frustrar seus esquemas sinistros, como também seus atos estupidamente destrutivos.

Eu gostaria de aproveitar a oportunidade para elogiar nosso povo heroico e o exército revolucionário.
Eu me curvo ante o heroísmo revolucionário e o nobre espírito de sacrifício de nossos quadros, bem como aos homens e mulheres combatentes que agora estão levantando a bandeira de combate para superar os obstáculos com elevado senso de responsabilidade, enquanto confiam em seus próprios recursos, em um espírito de independência e soberania.

Permita-me também aproveitar a oportunidade para expressar meus mais sinceros agradecimentos ao povo de todo o mundo, incluindo o povo americano, e todos os países em volta do mundo que proveram assistência e ajuda para a nação e o povo do Kampuchea.

*NOTAS DO TRADUTOR: 

FAPLNK: é a sigla de Forças Armadas Populares de Libertação Nacional do Kampuchea.
GRUNK é a sigla de Governo Real da União Nacional do Kampuchea.



terça-feira, 22 de novembro de 2016

Prachanda tentou vender as armas do Exército Popular de Libertação

O seguinte artigo foi publicado em inglês no site maoísta Redspark, no dia 13 de setembro do presente ano de 2016. A tradução para o português ficou por conta do blog Grande Dazibao.





Pushpa Kamal Dahal 'Prachanda', que agora é o primeiro-ministro do país, tentou vender as armas do partido a um partido estrangeiro alguns meses depois de um acordo de paz ter sido assinado para terminar o conflito de uma década, alega o então deputado Baburam Bhattarai de Dahal.

Bhattarai, que agora chefia Naya Shakti Nepal, diz em sua biografia "Abiram Baburam", escrita por Anil Thapa, que o então líder do Congresso nepalês GP Koirala, que desempenhou um papel instrumental no processo de paz, também sabia que os maoístas tinham um esconderijo de armas de alta tecnologia

Girija Babu: “não sabemos o que o futuro reserva. Devemos guardar algumas das armas? ", O livro cita Baburam Bhattarai enquanto ele recorda a virada dos acontecimentos após o acordo de paz. Bhattarai alega que foi Koirala que encorajou Prachanda a ter um esconderijo de armas. - Esconda algumas das armas; Até mesmo escondemos algumas de nossas armas ", disse Koirala, segundo relatos de Prachanda, referindo-se às conseqüências da luta armada do Congresso Nepalês contra os Ranas na década de 1950.

O livro diz que "algumas" armas de alta tecnologia nunca chegaram ao processo de verificação, e somente Prachanda, Baburam, alguns comandantes maoistas e Koirala sabiam do acordo especial.

"Prachanda queria vender as armas para uma agência estrangeira fantasma."

"Quando a integração de combatentes maoístas no exército nepalês estava prestes a ser concluída, Prachanda queria vender as armas a uma agência estrangeira. Mas ele achou difícil enviar através da fronteira ", diz o livro.

Bhattarai diz que Prachanda se aproximou dele quando era primeiro-ministro. Prachanda sabia que, se o primeiro-ministro quisesse, o acordo poderia prosseguir sem problemas.

Baburam teria dito a Prachanda que as armas vieram com o preço do sangue de muitas pessoas, e não deveriam ser vendidas. De acordo com o livro, Bhattarai também disse a Prachanda que se as armas fossem vendidas, o negócio se tornaria público mais cedo ou mais tarde, e Prachanda deixou cair toda a idéia.

Depois de algumas semanas, o primeiro-ministro Bhattarai chamou o chefe do exército Chhatraman Singh Gurung para Baluwatar e informou-o sobre as armas, diz o livro.

Gurung, de acordo com Bhattarai, recuperou as armas e as trouxe para o arsenal em Chhauni. Mas antes que Gurung pudesse alcançar Nawalparasi e Kailali, o líder maoísta Netra Bikram Chand e seus homens já haviam "roubado" algumas das armas.

 

domingo, 27 de setembro de 2015

Mensagem do Movimento Comunista Butanês


Comunicado publicado no dia 22 de maio de 2012 no blog thenewcommunistwave.blogspot.com pertencente ao Partido Comunista do Butão (MLM).

O comunicado apesar da nossa singela tradução, explica os motivos pelo qual a tentativa de se iniciar a guerra popular no Butão acabou frustrada. Também explica a atual situação do país, a questão dos refugiados, da luta interna que originou a facção de Vikalpa, e a estratégia de guerra popular utilizada pelo Partido.


Nós deste modo, gostaríamos de expressar em poucas palavras o sentimento da revolução butanesa assim como a refutação do exagero, desvalorização e a busca por um entendimento justificável da realidade. Obviamente como é conhecido que a revolução butanesa não teve um longo caminho, comparativamente nós caímos debaixo da perspectiva internacional e regional. Além disso, a revolução butanesa está enfrentando um retrocesso nesses dias. Para conhecer a causa deste fenômeno histórico alguém deveria estudar arduamente as circunstâncias objetivas e subjetivas que são responsáveis por isto. A consequência do oportunismo fortemente apodrecido tendo usurpado então o quartel general do nosso partido resultando numa divisão por um lado e por outro lado a interferência imperialista em nome de um tal terceiro restabelecimento nos país dos refugiados butaneses sendo aprovado pelas elites dominantes do Nepal e também veio a ser inesperadamente regressivo. A divisão veio a ser inevitável por causa das bases de Vikalpa que rapidamente caíram para o dogmato-revisionismo hoxhaísta que como não poderia ser transformada logo tornou-se hostil apesar da nossa saudável aproximação na luta interna. O oportunismo veio à tona quando Vikalpa produziu o “plano de Guerra Popular” que era totalmente copiado da guerra popular nepalesa sem nenhuma mudança de leve. As táticas principais expressas no plano são mecanicamente imitadas e ainda negligenciando as peculiaridades do estágio da iniciação da guerra popular no Butão. O fato peculiar é que as massas butanesas estão ao mesmo dentro e fora do país e os refugiados são incomparáveis militantes e mais organizados do que aqueles que estão dentro do país e não foram levados em conta por Vikalpa. O plano de mobilização dos destacamentos voluntários também foi mecanicamente imitado do Nepal.

A principal tendência de Vikalpa no contexto do grupo de mobilização é por um lado para negar a aceitação e documentação da essencialidade de mobilizar o grupo pronto de for a como sendo a peculiaridade do estágio de iniciação da revolução no Butão e por outro lado, mobilizar grupos de fora de maneira errada e assim estragar o campo. Isto parece um absurdo assim como o seu impulso para imitar a Guerra popular nepalesa, a maneira de formar quadros na capital e mobilizá-los nas áreas rurais antes da iniciação da Guerra popular nas quais fica impossível no contexto do Butão. O plano como um todo era inaplicável assim como estava for a de questão implementar as principais táticas expressas desse modo. Criticamos duramente e solicitamos para irem embora com o plano. Nós refutamos explicitamente como ecletismo as analises circunstanciais de Vikalpa. Nós dissemos que a implementação este plano poderia ser um intento aventureiro. Entretanto, a ideia dogmática de Vikalpa não foi corrigida ao contrário, se tornou hostil e intolerante na luta interna. Ameaças, idealização louca de erros e insuficiências e conspirações se tornaram seu lema na luta interna. Além do mais, exerceu a fração no partido e colocou na frente o plano de dissolver e reconstituir o então Bureau Político (BP). Após a reconstituição do BP, ele uma campanha deliberada de não cooperação para fazer a equipe de mobilização fracassar. Apesar da campanha de não cooperação e a hostilidade de Vikalpa, nós tivemos êxito em mobilizar dois destacamentos de combatentes voluntários no Butão. Em seguida, Vikalpa iniciou uma “missão” então chamada de arrastar de volta as equipes de destacamentos voluntários para o Nepal. Ele obviamente expressou sua visão reacionária e contra revolucionária no décimo quarto encontro e seu propósito de penalizar o camarada Vikram e o camarada Sagar primeiramente, depois cercar o destacamento e capturar o camarada Vikram. Esta “missão” não pode ser transformada apesar dos nossos esforços. Apesar de estarmos compelidos a estabelecer quartéis generais paralelos para coordenar e comandar especialmente dos destacamentos voluntários dentro do país. O décimo quinto encontro do comitê central (com a maioria dos quadros dos CCM) concluíram em se revoltar contra a clique de Vikalpa estabelecendo então uma autêntica, ardente responsável autoridade para cooperar com os destacamentos voluntários mobilizados no Butão. O encontro relatou como inferior as principais características do dogmato-revisionismo hoxhaísta de Vikalpa.

Imitação de outras revoluções, descuido com o fator lugar e o tempo fator, idealização dos erros e deficiências como fez Hoxha desatento a Stalin e ao comintern.

Entregar-se em essência para a organização partidária e compreender suas meras formas.


Assuntos de Investigação:

1. Derrota de fevereiro

Após o rompimento histórico em nosso partido, nós realizamos no campo a revisão das táticas que haviam iniciado a luta rural armada de classes bombardeando as urnas eletrônicas do governo reacionário. Só então ambos dos nossos destacamentos cada um no comando do meio e no comando do oeste foram respectivamente cercados e suprimidos pelas tropas reacionárias resultando na derrota de Fevereiro. Como a clique de Vikalpa era ambiciosa para cercar e suprimir nossos destacamentos, a derrota de fevereiro que encontramos é misteriosa. Não podemos dizer com provas materiais se havia ou não alguns elementos destruidores que se infiltraram no nosso novo partido para fazer o serviço da derrota de Fevereiro.

2. Explosão da Bomba Bumerangue

Após encararmos a derrota de Fevereiro, dois membros centrais da clique de Vikalpa em nome do início da guerra popular declarada por Vikalpa caíram presos em duas explosões separadas de bombas bumerangue em 4 de junho de 2008 . Um deles é Indra Bahadur Ghaley (c. Srijan que eles chamavam de Chitiz) que foi morto e outro é Chandra Bahadur Rai (c. Nikash que eles chamavam de Khandu) foi gravemente ferido e preso pelas tropas reacionárias. Achamos este incidente misterioso por ser um bumerangue no mesmo tempo em dois lugares separados.

3. Sobre a alegação de foquismo:

Vikalpa nos taxou como foquistas infundados tendo como mera referência nossa resolução/proposta do 12º encontro. A resolução foi colocada em diante basicamente nas seguintes mudanças das principais táticas militares.

1. Mobilização dos militantes prontos de fora para iniciar a Guerra Popular primeiramente com a força do “foco revolucionário ou foco maoísta”.

2. Transformação da Organização da Juventude no conceito YCL.

Apesar de o termo "Foco" não tínhamos desistido da estratégia de guerra popular do campo cercando em seguida as áreas urbanas; antes a enfatizamos e a incorporamos até o presente momento. A resolução foi claramente mencionada como estratégia de guerra popular prolongada. “Foco” (e não foquismo como taxam a camarada de Vikalpa) não é a essência da resolução, mas pelo contrário, a estratégia maoísta da guerra popular prolongada é de fato a essência.

4. Ameaça de ação física

Como declaramos a revolta do partido, um partido fake, chamado Partido Comunista do Butão (Maoista) veio à existência tentando pescar em águas turvas. O partido que nunca veio a existir no passado declarou uma ameaça de tomar ação física contra dois membros do nosso partido, citando seus nomes verdadeiros. E continua sendo um mistério sobre quem fez isto, mas se for ver pelas suas declarações, parece que foram feitas por agentes contra-revolucionários infiltrados no círculo comunista.

Por fim, chamamos para apoiar moralmente nosso círculo regional e internacional de fraternidade em nosso protesto contra o feudalismo doméstico, o expansionismo e intervenção indiano, a última intervenção imperialista na forma do terceiro reassentamento dos refugiados butaneses e a política de invasão na fronteira do revisionismo chinês. Embora o problema dos refugiados é um assunto adjunto em geral, e tem sido uma dura realidade por causa das várias complexidades, as comunidades de refugiados precisam ter uma importância vital tática e somente tática para iniciar a revolução armada no Butão. Isto é o porquê de termos dito ser uma das maiores peculiaridades do estágio de iniciação da Guerra Popular no Butão. Esta realidade fará o trabalho até as circunstâncias mudarem. Isto é por que os reacionários estão se hipervilanizando para dispersar e desviar deliberadamente a comunidade de refugiados para prolongar a vida da monarquia fascista Wangchuck do Butão. O reassentamento contínuo dos refugiados não foi só um dos problemas mais ardentes, mas também foi o decisivo impedimento em nossa revolução. Entretanto, requeremos um círculo de fraternidade para pressionar e parar a intervenção imperialista em nome da tal solução duradoura do terceiro reassentamento do país.

VIVA O MARXISMO-LENINISMO-MAOÍSMO!

VIVA O PCB (MLM)!!