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sábado, 27 de janeiro de 2018

Ibrahim Kaypakkaya: Sobre o Kemalismo



1. A “revolução” kemalista era uma revolução da alta burguesia mercante, latifundiários feudais, agiotas, e
poucos industrialistas. Logo, os líderes da revolução são a burguesia compradora turca e os senhores
feudais. A média burguesia nacional de caráter nacional tomou parte na revolução mas eram auxiliares.


2. Os líderes da “revolução”, começando durante os anos da guerra anti-imperialista de libertação, firmaram
compromisso em colaborar com o imperialismo Aliado em um caminho às ocultas. Os imperialistas
ocidentais tomaram um benevolente apoio para com os kemalistas e pareceram favoráveis na possibilidade
de um poder kemalista.


3. A colaboração dos kemalistas e imperialistas se tornou cada vez mais forte após o acordo de paz.


4. O movimento kemalista se desenvolveu contra os camponeses e operários, e contra a real possibilidade de
uma revolução agrária.


5. Como resultado do movimento kemalista, a estrutura semicolonial e semifeudal da Turquia permaneceu
intacta.


6. No campo social, a nova burguesia turca se desenvolveu em conjunto com a média burguesia de caráter
nacional a qual estabeleceu a colaboração com o imperialismo, mais uma secção da velha alta burguesia
compradora turca mais a nova burocracia tomaram lugar da velha alta burguesia compradora das minorias
nacionais, mais a velha burocracia, e mais a intelectualidade otomana. A dominação de apenas alguns
senhores feudais, prestamistas e ricos mercadores-especuladores continuou, apesar de algumas vezes serem
substituídos por novos. Os kemalistas, como um todo não representavam os interesses da classe média, mas
da classe alta.


7. Na esfera política, a monarquia constitucional dos otomanos aliou-se com os interesses das dinastias, a
administração que a substituiu, decidindo responder melhor aos interesses da nova classe dominante, tomou
a forma de uma república burguesa. Esta administração é pseudo-independente, pseudo-independente na
realidade política, um limite administrativo para o imperialismo como regra.


8. A ditadura kemalista, supostamente democrática, na realidade é uma ditadura militar fascista.
9. A Turquia kemalista se tornou cada vez mais uma semicolônia e uma parte do mundo reacionário
imperialista e finalmente veio para se jogar nos braços dos imperialistas anglo-franceses.


10. Nos anos seguintes à Guerra de Independência, o governo kemalista se tornou arqui-inimigo da revolução
dos trabalhadores. Durante estes tempos, o movimento comunista não pôde se aliar aos kemalistas contra a
velha burguesia compradora e a clique de latifundiários que perderam sua posição dominante (como uma
aliança que nunca tomou lugar), ao contrário, os kemalistas representam a outra clique da burguesia
compradora e latifundiários para derrubar. A tarefa do movimento comunista após derrubar a ordem
kemalista é a de estabelecer uma ditadura popular democrática baseada na aliança dos camponeses e
operários sob a liderança da classe operária.


TRADUÇÃO: CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO MAOÍSTA

Lutar Contra...? Crítica ao revisionismo do PCC-ML/EPL

Guerrilheiros do EPL, da Colômbia em meados dos anos 70

Trecho extraído do artigo “Colômbia: A estratégia da guerra popular”, de autoria do Grupo Comunista Revolucionário da Colômbia. O artigo completo foi publicado em inglês pela revista do Movimento Revolucionário Internacionalista “A World To Win” em 1988.
Extraímos este trecho pois reúne um pouco da história, e crítica ao PCCML, expondo alguns pontos que deram origem ao revisionismo hoxhaísta que assumiu a total direção deste partido a partir de 1980, colocando fim em ao processo de guerra popular que vinha sendo conduzido na Colômbia desde 1968, o que se consumou de fato com os acordos de paz assinados em 1984.
O PCCML que existe atualmente é uma dissidência que surgiu algum tempo após a capitulação. Retomaram a luta armada e o braço armado Exército Popular de Libertação com um número pequeno de combatentes, porém, em nada lembram o PCCML pré-1980, ao contrário, se assemelham muito com as FARC e ELN, tanto na prática do foco armado, quanto no discurso de buscar “solução política para a luta armada”. 

Lutar contra...?

O caminho colocado adiante para a revolução pelos revisionistas do Partido Comunista da Colômbia (Marxista-Leninista), o PCC(ML), é também o caminho insurrecional, a essência da presente linha do partido teve suas origens no II Congresso do Partido em 1980 quando o partido foi “reestruturado” na base do hoxhaísmo. Naquela época, eles usaram o pretexto de repudiar seus “desvios maoístas” anteriores, repudiar o Marxismo-Leninismo-Pensamento Mao Tsé-tung e o conceito de guerra popular.

Prontamente, em seu I Congresso de Fundação em 1965, -o PCC (ML) considerado em si uma continuação do antigo PC e anterior ao nono congresso- O PCC(ML) sustentava desde então que a Colômbia é “um país predominantemente capitalista com remanescentes feudais, a revolução não poderia ser democrático-burguesa (de novo tipo) ou de Nova Democracia, mas ao invés disso “patriótico-popular-anti-imperialista”, isto é, popular mas não democrática. Na realidade, eles chamavam para uma revolução semisocialista. Eles se referiam à “revolução continental”, negando as várias revoluções nacionais; negavam a existência de uma burguesia nacional. Eles sustentavam que as condições para a revolução são criadas pelas guerrilhas em si, atuando como um “foco insurrecional”. O PCC(ML) não foi fundado no I Congresso baseando-se na direção do Marxismo-Leninismo-Pensamento Mao Tsé-tung, ao contrário, pelas teses guevaristas e trotskistas.

Todavia, o Marxismo-Leninismo-Pensamento Mao Tsé-tung pode exercer alguma influência, embora somente no senso da errônea ideia que alguns podiam aceitar certos aspectos da teoria militar desenvolvida por Mao Tsé-tung.

O PCC(ML) impulsionou-se pelas águas ecléticas de 1965 a 1976, quando definitivamente se dividiu à parte. Estas concepções do partido, a frente e o exército revolucionário eram erradas. O Exército Popular de Libertação (EPL) era o “braço armado” do partido, e a frente – que era chamada de “Frente Patriótica de Libertação Nacional” era realmente uma forma de frentismo tradicional da América Latina. Na realidade, o PCC(ML) nunca tomou a revolução de Nova Democracia. A fragmentação produzida pela decomposição política e ideológica através daqueles que abandonaram o Marxsimo-Leninismo-Maoísmo e conduziram por baixo uma das frações para “reconstruírem-se” na imagem do hoxhaísmo em 1980, desde então o revisionismo da organização que se autoproclama atualmente como PCC(ML), teve suas próprias raízes distintas.

A análise dos revisionistas do PCC(ML) deste período é a seguinte: “Em 1965 o pessoas começaram a se infiltrar no nordeste para trabalhar e criar condições para os levantes. Logicamente, os erros foquistas foram corrigidos no curso desse trabalho, mas havia permanecido a influência negativa da teoria de guerra popular de Mao Tsé-tung .”

Esta “influência negativa” da teoria e estratégia da guerra popular – de acordo com os hoxhaístas – era um verdadeiro primitivismo na direção da luta armada. Foi positiva no senso de levantar a questão da guerra popular, mas continua de primeira, o PCC(ML) não foi consistente na autocritica que fez do seu foquismo e não rompeu na teoria e nem na prática com esta concepção revisionista.
Por um longo tempo o PCC(ML) promoveu Mao Tsé-tung e a Grande Revolução Cultural Proletária mas não estava fazendo isto sozinho; muitas outras organizações e círculos definiram-se como defensores do Marxismo-Leninismo-Pensamento Mao Tsé-tung. Ainda levando este aspecto positivo em consideração, o que realmente tomou lugar no “movimento maoísta” na Colômbia nos anos 60 foi uma corrente revisionista expressa em duas formas diferentes. Primeiro, havia a aproximação foquista para a luta armada, representada pelo PCC(ML). A coisa positiva que havia era que defendiam a importância da luta armada para fazer a revolução, e sustentavam que não havia outro caminho; o lado negativo era que não havia entendimento da diferença entre luta armada e guerra popular, que a guerra popular não era apenas guerra de guerrilha, entretanto guerra de guerrilha é fundamental, e não havia preparação ideológica, política, e organizacional para conduzir a guerra popular. O EPL não surgiu como resultado de trabalho planejado, mas ao contrário, por causa da “necessidade do momento”, para defender algo. As experiências de outras frações que surgiram fora do velho PCC(ML) que conduziram luta armada, como o Destacamento Pedro Leon Arboleda (EPL), foram baseadas na combinação revisionista de Guevara e Marighela [um brasileiro que escreveu o Mini manual do Guerrilheiro Urbano nos anos 60 – AWTW] e não assumiram a linha militar do proletariado.

A outra principal tendência no “movimento maoísta” era a corrente revisionista que aceitava a guerra popular em palavras mas jamais a conduziu em realidade, e adiou o trabalho de preparar a guerra popular porque “as condições objetivas e subjetivas para a revolução não existiam.” Uma concepção errônea das pré-condições impediu a acumulação de forças através da luta armada. Considerando as condições objetivas, foi dito que primeiro era necessário vencer as amplas massas da nação através dos movimentos econômicos de massas. Isto estava ligado na critério que via a situação revolucionária como embora pudesse se desenvolver pelas linhas da revolução russa. Considerando as forças subjetivas, foi dito que era necessário construir o partido, desprendendo o partido de construir o exército e a frente. O exército foi dito ser a “aliança armada” do partido e a frente, de acordo com algumas organizações, era o pretexto para engajar-se no cretinismo parlamentar. Algumas organizações “ML”, por exemplo, conduziam a linha de “organizações político-militares.” Eles conduziam ações armadas sem realmente estarem em uma guerra, uma versão em pequena escala do foquismo. Estes desvios devem ser resolutamente corrigidos e combatidos para substitui-los corretamente com o conceito comunista revolucionário da guerra popular, na teoria e na prática da luta de classes, da ação revolucionária das massas...

Agora o PCC(ML) repudiou o Marxismo-Leninismo- Pensamento Mao Tsé-tung, a teoria de Nova Democracia, e a estratégia e teoria da guerra popular. Mas o que é proposto no lugar?

Em primeiro lugar, eles se definem como Marxista-leninistas planos. É possível definir alguém como “ML” sem reconhecer Mao Tsé-tung? Claro que não. Não é possível ser Marxista-Leninista sem reconhecer e defender as contribuições imortais de Mao Tsé-tung para a ciência da revolução, em todos os seus aspectos e não apenas considerando poucos pontos da teoria militar, sem reconhecer que a ciência da revolução é harmoniosa e integral como num todo chamado Marxismo-Leninismo-Pensamento Mao Tsé-tung.

A questão de se construir ou não sobre a base do Marxismo-Leninismo-Pensamento Mao Tsé-tung é ultimamente uma questão de estar ou não procurando uma revolução real. Este repúdio a Mao Tsé-tung o coração do revisionismo do PCC(ML), desde que linha política errônea se levantou num todo.
Segundamente, eles pregam a estratégia insurrecional e a revolução socialista. Mas o caminho insurrecional que eles arguem para uma combinação de caminho insurrecional, o “caminho de Outubro” que Lenin formulou para os países imperialistas, junto com uma forte dose de sandinismo. Em uma nação oprimida pelo imperialismo, a revolução vai através de dois estágios: a revolução de Nova Democracia, e a revolução socialista. Para combinar ecleticamente estes dois diferentes estágios em um não é uma demonstração de “pureza ideológica”, mas de um profundo desvio ideológico e análise errônea da sociedade colombiana. A revolução na Colômbia não pode ser uma revolução proletária-socialista porque os interesses das diferentes classes e camadas sociais opostas às classes reacionárias correspondem à democracia e não ao socialismo. O que a história demanda é varrer para longe a dominação do imperialismo, capitalismo burocrático e semifeudalismo, e varrer para longe estes inimigos não constitui socialismo mas sim democracia, isto é, Nova Democracia.
A revolução de Nova Democracia abole somente a propriedade privada dos imperialistas, grande burguesia, e grandes proprietários de terras. Mas os revisionistas trotskistas do PCC(ML) sustentam que o que deve ser abolido é toda propriedade privada, todo o capitalismo na Colômbia em geral, em “uma única passada de caneta”, apenas porque este é o desejo subjetivo de um punhado de pessoas, sem tomar em conta o fato que existem classes burguesas e camadas sociais que não fazem parte do alvo da revolução nacional-democrática. Quando os hoxhaístas do PCC(ML) arguem pela sua revolução socialista, o que significa é que eles não querem alguma revolução. O PCC(ML) diz que a Colômbia é um “país capitalista de monopólio estatal”, aceitando as visões pró-soviéticas nesta consideração. A raiz da questão não está numa discussão sobre se é ou não estado de capital monopolista, mas antes, em caracterizar o que este conceito significa para uma nação oprimida. A questão é, que tipo de capitalismo existe na Colômbia? O capitalismo monopólio de estado não é tipo de capitalismo encontrado em um país imperialista; não é o capital financeiro imperialista, mas antes, uma forma específica e particular chamada capitalismo burocrático. Para conduzir sua dominação, o imperialismo cria o capital burocrático. Mas desde que o PCC(ML) também distorce a distinção entre países imperialistas e países oprimidos pelo imperialismo, seu “capitalismo de monopólio estatal” é o mesmo que capital financeiro imperialista.

Isto é errado, para crer que na Colômbia há um “capital de monopólio estatal” remontando um capitalismo financeiro imperialista deve ser inevitavelmente guiado, na esfera da política, para a linha que incorretamente fala sobre a existência de “fascismo” definido como a ditadura da seção mais reacionária da burguesia, e esfera econômica para a conclusão que o imperialismo equaliza as corporações transnacionais, o FMI, o Banco Mundial, etc, e que constitui um “inimigo externo.” Um ecletismo estranho. Na Colômbia há não há burguesia financeiro nem capital financeiro; o que existe é uma burguesia burocrática que administra o capital financeiro do imperialismo sem ser proprietária daquele capital. Este “estado de monopólio capitalista” é cerradamente ligado com o capital imperialista, com os interesses dos compradores e com os interesses dos latifundiários. Na realidade, este “capital de monopólio estatal” é capitalista burocrático (comprador e feudal).

Desde que o PCC(ML) vê a Colômbia como um país capitalista, fica claro que estes pregam a revolução socialista, insurreição e guerra civil. Em ordem para conduzir este tipo de revolução, eles avançam uma Frente Popular, que é uma “frente tática”, no estilo da “estratégia insurrecional”; eles advogam a tão chamada “convergência democrática”, que é, uma aliança com seções da pequena burguesia, burguesia nacional e ainda forças de oposição a vindas das classes dominantes, com a visão de “reformas democráticas”, Em sua clara concepção revisionista, eles aguem que a frente e a “convergência” poderiam incluir personalidades burguesas opostas à “fascistização”. O PCC(ML) teve a particular ideia de contradição principal e os alvos da revolução.

Quando eles falam da “fascistização do estado,” eles dizem que os alvos a serem enfrentados são o militarismo e o fascismo; no estilo pró soviético eles clamam que existem “personalidades democráticas” entre as classes dominantes que não são “fascistas” e que se opõem ao “processo de fascistização”.

Na base disso ao clamarem sobre “fascismo” na Colômbia, concluem que há dois campos nesse país: os “fascistas e reacionários de um lado; e de outro a classe operária, as massas do povo, juntas com as forças democrático-revolucionárias.” (Suplemento para Liberación, órgão do EPL, 1987).

Esta é a contradição porque “este é precisamente o contexto onde o movimento guerrilheiro, onde nós somos uma parte que está chamando para a unidade do movimento democrático-revolucionário, então juntos isto aqui pode parecer um movimento de convergência democrática, fechando a porta para o processo de fascistização e militarismo e provendo uma solução política para a situação deste país.”
Este solução política proposta pelo PCC(ML) é um plano, um acordo negociado com as classes dominantes que dominam o reacionário estado burocrático-latifundiário. Uma solução que inclui uma reforma constitucional, um referendum, uma assembleia constituinte, em curtas, uma reforma no sistema de governo e órgãos reacionários do poder político. Para obter todas estas “maravilhas” eles chama para uma combinação de “todas as formas de luta”, com movimento político sendo principal e a luta guerrilha como auxiliar. Aqui temos seu sandinismo. A partir de um ponto de vista militar, eles chama para a construção de um exército regular, dando ênfase para a técnica, treinamento avançado em táticas e métodos, comandantes especializando-se em guerras móveis e posicionais, bem como a criação de milícias e guardas civis locais. A questão real não é treinamento “avançado” em táticas e métodos, “mas ao invés isto é ligado a uma linha militar revisionista que urge para confiar em armas, técnica e tecnologia como a principal coisa e não em confiar nas massas, e apesar deles confiarem para certos pontos, eles não as mobilizam nem elevam sua consciência política.

O programa da “Frente Popular” enfatiza plebiscitos, referendos, e assembleia nacional constituinte como “mecanismos para fazer possível as mudanças que este país necessita.” A luta anti-imperialista que eles chamam para designar em “autodeterminação dos povos”, pela defesa da “soberania nacional e recursos naturais.” A questão agrária que para eles é secundária, é reduzida à “uma reforma agrária democrática” na base da “expropriação pelo estado sem indenização.” Ultimamente, negociações e planos. Eles querem usar a luta contra o imperialismo para melhor negociar com ele e para negociar com os grandes proprietários de terras sobre a “expropriação” da terra em suas mãos. O PCC(ML) representa os interesses da pequena burguesia “radical”, e partir de um ponto de vista político basicamente tendente à para o pró-sovietismo.

Os interesses da burguesia, especialmente da burguesia nacional e da pequena burguesia, são expressos em linhas e programas que visam resolver os problemas de uma nação oprimida a partir do seu ponto de vista de classe. O tipo de sociedade que existe também propele diferentes forças sociais para participarem na revolução, incluindo na luta armada, mas eles o fazem com ideias limitadas e com pouca visão prezando o que deve ser um total, através, e completa pela revolução de Nova Democracia. Este é o caso com o PCC(ML).


sábado, 2 de dezembro de 2017

Sobre a questão Lin Piao

INTRODUÇÃO DO GRANDE DAZIBAO: Como parte de nossa homenagem ao 110º aniversário do camarada Lin Piao, e a abertura de um debate sobre a reabilitação e estudo das obras deste grande marxista-leninista-maoísta de seu tempo,  estamos publicando o presente artigo que é uma tradução de "Acerca de la cuestión de Lin Piao", matéria publicada pelo blog Gran Marcha Hacia el Comunismo. 

Esperamos que os camaradas interessados leiam com atenção, e busquem se aprofundar para poder entender o que se passou na misteriosa morte de Lin Piao, e que possam rebater as críticas injustas que foram lançadas sobre ele logo após sua morte. Infelizmente poucas foram as organizações que conduziram um estudo mais detalhado sobre as circunstâncias que ocasionaram a morte deste grande comandante que contribuiu de maneira grandiosa para o avanço do Movimento Comunista Internacional.



Estudar a história e buscar a verdade nos fatos

Mao Tsé-tung nos ensinou:
“Diante de qualquer coisa, os comunistas sempre devem perguntar a si mesmos o porquê e utilizar sua própria cabeça para examinar minuciosamente se corresponde a realidade e se está bem fundamentada; não devem em absoluto seguir aos outros cegamente nem preconizar o servilismo.
Retifiquemos o estilo de trabalho no Partido, O.E. tomo III, p. 46, Pequim, 1968

No processo de estudo e investigação a respeito de diversos aspectos e questões da ditadura do proletariado e a história e desenvolvimento do movimento operário e comunista internacional, a questão de Lin Piao merece uma atenção especial. Nesta tarefa prevaleceu o princípio de buscar a verdade nos fatos. Como apontou Mao Tsé-tung:

Por “fatos” entendemos todas as coisas que existem objetivamente; por “verdade”, a ligação interna das coisas objetivas, quer dizer, as leis que as regem, e por “buscar”, estudar.
Reformemos nosso estudo, O.E. tomo III, Pequim, 1968.

Lin Piao foi um dos dirigentes mais destacados da Revolução chinesa e em 1969 os Estatutos do Partido Comunista da China (PCCh) aprovados em seu IX Congresso o definiram como “o íntimo companheiro de armas e sucessor de Mao Tsé-tung”. É verdade que Lin Piao quis assassinar Mao através de um golpe de estado contrarrevolucionário apenas dois anos depois? Por acaso eram verdadeiras as acusações que caíram sob Lin Piao tachando o de “arrivista burguês, renegado e traidor” como Zhou En-Lai o qualificou em 1973 no X Congresso do PCCh e a posterior infame e tergiversadora campanha de crítica que se lançou sobre ele na China – ligando seu nome ao de Confúcio – adicionando-lhe os qualificativos não menos ofensivos como palhaço, latifundiário, falsificador político, vende-pátria, caudilhista militar, e enganador político que não lia livros, jornais, nem documentos, déspota, cachorro de colo da burguesia, parasita, escória, elemento nocivo, luxurioso, dissipado, superespião, imbecil, covarde, etc, etc?

Na luz dos fatos e investigação realizada pelo Grande Marcha Ao Comunismo, a acusação que a diração do Partido Comunista da China verteu desde 1972 até a atualidade sore Lin Piao qualificando-o como um contrarrevolucionário que queria capitular ante o social-imperialismo soviético resulta completamente falsa. Esta acusação foi assumida de forma seguidista pela grande maioria dos partido e organizações integrantes do movimento marxista-leninista-maoísta da época [1]. Passadas mais de três décadas e apesar da documentação que apareceu ao longo deste tempo que coloca por terra as acusações da direção do PC da China contra Lin Piao desde 1972 até a atualidade [2], a maioria dos partidos que se declaram marxista-leninista-maoístas – como os que integram ou apoiam o Movimento Revolucionário Internacionalista (MRI), não só não fizeram uma valorização científica do papel de Lin Piao e os motivos que levaram ao seu assassinato, mas persistem em seus ataques contra ele, afastados do princípio de buscar a verdade nos fatos.

Aqueles que negam a atividade revolucionária de Lin Piao e que veem apenas os aspectos negativos – o que qualificam como “linpiaoísmo” ou sinônimo de militarismo, de dar mais importância ao militar que ao político [3] se enganam. Se existiu de verdade um “linpiaoísmo” este nada tem a ver com os ataques e injúrias vertidos sobre Lin Piao, senão a se referir para defender as conquistas da Grande Revolução Cultural Proletária, a luta contra o imperialismo yankee e o social-imperialismo soviético, etc. É necessário que Lin Piao seja, de uma vez por todas, corretamente apreciado.

Uma vida à serviço da causa da revolução e do comunismo

Lin Piao nasceu em 5 de dezembro de 1907* na localidade de Huanggang, província chinesa de Hubei. Sendo estudante secundarista, esteve envolvido nas greves de 30 de Maio e no boicote de 1925, fazendo parte da Associação para o Bem-estar Social de Wuchang, presidida por Yun Tai-ying (que anos mais tarde seria um dos principais dirigentes comunistas assassinados pelo Kuomintang). Aos 19 anos, Lin Piao entra na academia militar Whampoa e em 1926 ingressou no Partido Comunista da China. Logo se destacou por seu excepcional talento estratégico. Tendo alcançado muito jovem o posto de coronel, em 1927 se une com seu regimento aos grupos guerrilheiros comunistas liderados por Mao Tsé-tung.

Lin Piao dirigiu o I Corpo do Exército do Exército Vermelho chinês e dirigiu pessoalmente a vanguarda do mesmo durante o gesto da Grande Marcha (1934-1935) e participou na ocupação de Yenan em dezembro de 1936. Seus escritos desta época são sobre “Revolução e Guerra”, no qual faz ênfase nos problemas do contato com as massas e estabelece junto a Mao Tsé-tung os regulamentos do Exército Vermelho, segundo os quais os soldados devem ajudar aos camponeses e introduzi-los nas ideias comunistas pela sua conduta exemplar.

Durante a resistência contra a invasão da China pelos imperialistas japoneses, Lin Piao dirigiu os destacamentos do Exército Vermelho (que passou a denominar-se Oitavo Exército da Rota) no norte de Shansi. Sua 115ª Divisão deu uma formidável derrota às tropas invasoras japonesas. Após ficar ferido em combate em 1938, passou dois anos de convalescência médica na URSS.

De volta à China, Lin Piao se incorpora à direção da luta revolucionária. Após a expulsão dos invasores japoneses, iniciada a Terceira Guerra Civil Revolucionária contra Chiang Kai-shek – que apoiava o imperialismo norte-americano -, em 1946 é designado comandante em chefe do Exército Vermelho na Manchúria. Em apenas um ano suas tropas cercaram e derrotaram o núcleo das forças de Chiang Kai-shek, armadas e treinadas pelos imperialistas ianques, capturando ou liquidando a 36 generais inimigos. Após a vitória do Exército Vermelho na Manchúria, Lin Piao esmagou o grosso das forças de Chiang Kai-shek no norte da China, antes de marchar sobre Pequim que se rendeu sem opor resistência alguma. Derrotado Chiang Kai-shek, em 1 de Outubro de 1949 Mao Tsé-tung proclamou na Praça de Tian An-men em Pequim, a República Popular da China.

Em 1950, ao eclodir o conflito armado na Coréia, Lin Piao dirigiu o “Corpo de Voluntários Populares Chineses” em apoio ao corpo coreano contra o imperialismo ianque e seus títeres da Coréia do Sul. Em uma contraofensiva que tomou de surpresa o comando norte-americano no sul do país dirigido pelo general MacArthur, e utilizando a tática de “maré humana”, empurrou as tropas da coalizão ianque e seus aliado até quase a derrota-los. Acometido de uma doença, Lin Piao foi retirado do cenário bélico coreano e trasladado para sua recuperação novamente na URSS. Mao Tsé-tung falou de Lin Piao como “marechal sem par” e “o marechal invencível”. Stalin disse que ele era “a primeira hierarquia chinesa cuja inteligência e coragem superam a todos. Seu punho vermelho de ferro”.
De volta à República Popular China, após ter sido varrida a linha oportunista de direita de Peng Dehuai na VIII Sessão Plenária do Comitê Central do PCCh celebrada em agosto de 1959, Lin Piao foi nomeado Ministro da Defesa, Vicepresidente executivo da Comissão Militar e membro do Comitê Permanente do Bureau Político do PCCh.

 Após a X Sessão Plenária do VIII Comitê Central do PCCh – que assentou as bases do Movimento de Educação Socialista – Lin Piao, a frente do Exército Popular de Libertação da China (EPL), iniciou em seu seio profundas transformações, destacando a abolição dos cargos – incluindo o seu próprio cargo de marechal – assim como os privilégios que os oficiais gozavam, e fortaleceu suas fileiras no trabalho político e ideológico, Lin Piao assim popularizando o maoísmo através da compilação e edição feitas por ele mesmo da primeira edição do livro de Citações do Presidente Mao Tsé-tung (1964) – o famoso Livro Vermelho – o que se traduziu em converter o EPL em um poderoso bastião e suporte do marxismo-leninismo-maoísmo.

Em seu histórico trabalho “Viva o Triunfo da Guerra Popular” (publicado em 3 de setembro de 1965), Lin Piao sistematizou brilhantemente e estendeu em escala mundial a teoria da guerra popular de Mao Tsé-tung, desenvolvendo a tese de que as “zonas rurais” do mundo, isto é, Ásia, África e América Latina, cerquem as chamadas “cidades do mundo”, referindo-se à América do Norte e Europa Ocidental, além de destacar já então a decisiva importância da ideologia maoísta ao afirmar que Mao Tsé-tung “desenvolveu de maneira criadora o marxismo-leninismo, proporcionando novas armas ao arsenal geral do marxismo-leninismo”.

Em 1966, a imprensa da República Popular da China se referia às teses de Lina Piao como parte integral do Pensamento de Mao Tsé-tung e o Partido Comunista da China declarou Lin Piao como “o íntimo companheiro de armas de Mao Tsé-tung”. Após o XI Pleno do Comitê Central do Partido Comunista da China celebrado em agosto de 1966, que aprovou a histórica “Decisão do Comitê Central do Partido Comunista da China sobre a Grande Revolução Cultural Proletária”, Lin Piao foi designado como vice-presidente do Partido, primeiro vice-presidente do comitê de assuntos militares do Partido primeiro vice-presidente do conselho de estado.

Foi em seu papel como dirigente, lado a lado com Mao Tsé-tung, da Grande Revolução Cultural Proletária (1966-1969) contra a linha burguesa e revisionista dentro do Partido propugnada por Liu Shao-qi, Deng Xiaoping e outros, que, alcançou um enorme prestígio tanto entre o proletariado e o povo chinês como também entre o proletariado e as massas revolucionárias do mundo inteiro. Foi precisamente este trabalho de líder revolucionário que lhe valeu pronunciar seu importantíssimo Informe ante o IX Congresso do Partido Comunista da China (1 de abril d 1969) e que os Estatutos aprovados pelo dito Congresso definiram a Lin Piao como “o íntimo companheiro de armas e sucessor de Mao Tsé-tung”.

Por que eliminaram Lin Piao e seus seguidores?

A eliminação de Lin Piao e seus seguidores dentro do PC da China e do EPL se produziu como resultado da luta que teve lugar ao finalizar a década de 60 do século passado entre as diferentes opiniões que no seio do PCCh desejavam avançar e aprofundar a Grande Revolução Cultural Proletária (liderados por Lin Piao e Chen Bo Da), e os que queriam frear e paralisa-la (encabeçados por Zhou En-lai). A luta parece que se iniciou durante os trabalhos do IX Congresso do PCCh e se prolongou posteriormente na II Sessão Plenária do IX Comitê Central, - celebrada em Lushan (agosto de 1970) – a respeito de questões como o papel do Partido e  do EPL após a Grande Revolução Cultural Proletária, sua relação com os novos Comitês Revolucionários, a continuidade ou não do Grupo Central da Revolução Cultural, etc. As acusações lançadas contra Lin Piao e Chen Bo Da, convertendo-lhes como responsáveis de “louvar ao gênio” – para se referir à Mao – tergiversam a realidade dos fatos [4].

Uma das razões chaves que culminaram com a liquidação de Lin Piao foram as divergências no início dos anos 70 do século vinte sobre a situação internacional e o estabelecimento de uma aliança entre a República Popular da China de um lado e o imperialismo norte-americanos e seus aliados ocidentais de outro, para fazer frente à agressividade militar da URSS, linha esta elaborada por Zhou En-lai e que se concretizaria na chamada “teoria dos três mundos” – formulada formalmente em abril de 1974 na boa de Deng Xiaoping no discurso que pronunciou diante da VI Sessão Extraordinária da Assembleia Geral da ONU. Tal linha foi apoiada por Mao Tsé-tung, Jiang Qing, Zhang Chunqiao, Wang Hongwen, Yao Wenyuan e Kang Shen, e a que se opôs Lin Piao e seus seguidores.

Enquanto Zhou En-lai e os seus manobravam na arena diplomática para assentar as bases da aliança sino-americana e preparar as visitar dos líderes máximos do imperialismo norte-americano na R.P. da China, primeiro do secretário de estado Henry Kissinger e logo o presidente Richard Nixon, Lin Piao não cessou de defender sua postura de clara oposição à mesma. Assim, por exemplo, em 9 de julho de 1971, como ministro da defesa, Lin Piao dirigiu uma carta ao vice-presidente do conselho de ministro e ministro da defesa da República Popular da Albânia, Beqir Balluku, com motivo do XXVIII aniversário de fundação da Exército Popular da Albânia, a qual finalizava com as seguintes palavras: “O imperialismo norte-americano e o social-imperialismo soviético se encontram em um dilema sem precedentes, e já não está longe de sua ruína final. Que os povo da China e Albânia nos unamos com todos os povos do mundo e nos esforcemos juntos para derrotar cabalmente os agressores ianques e todos os seus lacaios!” [5]

Não poderia haver nada mais ridículo na atualidade – e o contrário é colocar uma venda nos olhos para não ver – que seguir aceitando a falsa, e desbaratada e rocambolesca história oficial segundo a qual Lin Piao capitulou diante do social-imperialismo soviético e morreu tentando fugir para a URSS chocando-se sobre a Mongólia no avião em que viajava.

A purga e eliminação física d Lin Paio e seus partidários se iniciou na madrugada de 9 de setembro de 1971. A respeito existem distintas versões: segundo umas fontes Lin Piao, sua esposa Ye Chun – também dirigente do PCCh e seu filho Lin Li Kuo, comandante suplente do grupo aéreo a cargo da fronteira com a República Popular da Mongólia e vice-diretor do comando de ataque da força aérea, após serem detidos e negarem-se a afirmar confissões sobre suas supostas conspirações, foram assassinados em alguma prisão militar de Pequim ou no aeroporto [6]; segundo outra versão, Lin Piao e sua esposa Ye Chun foram assassinados em Pequim por forças de uma unidade militar especial de segurança, que lançou vários projéteis sobre o carro em que viajavam, o qual acabou destruído, resultando ambos mortos no ato. Todas as versões apontam que as ordens vieram de Zhou En-lai.
“Na noite de 9 de setembro - escreve Robinson Rojas, comunista e periodista chileno que viveu na China nos anos de 1970-71 – foram desmembrados o estado maior geral do EPL, o estado maior da força aérea, da marinha e do exército, e purgados o departamento político geral do EPL, a direção geral de logística e o departamento de ferrovias militares. No total, cerca de 35 generais foram aprisionados nessa noite.

(...)Os generais Juang Yung-sheng e Li Tsuo-peng foram aprisionados em seus automóveis quando se dirigiam da embaixada da Coréia para o ministério de defesa no centro de Pequim. Assim, na meia-noite de 9 de setembro de, cinco dos oito membros do estado maior geral estavam presos: os generais Juang, chefe do EMG e membro do bureau político do Partido, Wu Fa-sien, subchefe do EMG e membro do bureau político e chefe da força aérea; Chu Jui-tsuo, subchefe, e membro do bureau político e comissário político da marinha; Yen Chung-chuan, membro suplente do comitê central, subchefe. O subdiretor do departamento político general, membro suplente do comitê central, Juang Chi-yung, também estava preso. Dito em linguagem política. Oito dos 25 membros do bureau político do partido, a mais alta instância de poder na China, estavam sob as baionetas ao terminar o banquete na embaixada da Coréia. Junto a estes oito, quase trinta generais do comando superior. O golpe de mão das forças de Zhou foi dado em mais estrito segredo” (...) [7]

“Uma recontagem de pessoas que acompanharam a sua queda [Lin Piao] – aponta em relação com estes mesmos acontecimentos o periodista e escritor K.S. Karol que se encontrava na China em 1971 -  permite apreciar sua amplitude: dos vinte e um membros titulares da secretaria política, somente dez permaneceram em funções (...) Por outra parte, mais se sessenta cargos e, entre os destituídos, figuravam “celebridades nacionais” como P’an Fu-chi, promotor da tomada de poder “modelo” na província de Heilungkiang, Wang Xiao-yu, presidente do Comitê Revolucionário de Shantung (citado igualmente como exemplo para a nação em 1967), Liu Ko-ping e Chang Jih-ching, presidente e vice-presidente respectivamente do bem aclamado Comitê Provincial de Shansi;  e a lista não acaba aqui, nem muito menos. No Exército Popular de Libertação, a derrubada alcançou o chefe do estado maior, a três de seus adjuntos, e a maioria dos responsáveis pela aviação, da infantaria, dos serviços políticos da marinha e a militares de diferentes graduações nas províncias. Esta recontagem ainda sendo provisório, faz pensar que os “conspiradores” não careciam de partidários no conjunto das instituições que havia criado a revolução cultural, e que estavam recrutados entre os melhores ativistas do movimento que, nos anos anteriores, haviam fixado objetivos como alcançar topos “que o nada havia alcançado o nunca”. Na realidade, no caso de que os conceitos de “maioria” e de “minoria” puderam ter um sentido em um assunto em que o voto não intervinha, deve-se admitir que foi uma minoria quem impulsionou a nova linha internacional e interior” [8]

Após a eliminação de Lin Piao e seus partidários em 1971, a política de colaboração com o imperialismo norte-americano avançou a passos gigantescos, convertendo-se no eixo da política exterior da República Popular da China, concretizando-se na contrarrevolucionária “teoria dos três mundos”, desenhada por Zhou e Deng. E isto é mais claro que água – ou como diz um ditado espanhol “não há mais cego do que aquele que não quer ver”. A eliminação de Lin Piao e seus seguidores significou a liquidação daqueles que no seio do PCCh e do EPL rechaçavam a aproximação com o imperialismo norte-americano, então encabeçado pelos assassinos Nixon e Kissinger, e sua aproximação com governos reacionários pró-ianques  (como o de Franco na Espanha, o de Pinochet no Chile, o de Marcos nas Filipinas, ou o de Mobotu no Congo).

Em vista dos fatos é incorreto qualificar a Lin Piao como um contrarrevolucionário com base na campanha carregada de falsidades lançada após o seus assassinato. A liquidação física de Lin Piao e a eliminação e depuração de seus seguidores não somente teve um efeito traumático na China senão criou um terreno fértil para que o revisionismo voltasse a ganhar pedaços de poder que havia perdido durante a Grande Revolução Cultural Proletária, culminando com o golpe de estado contrarrevolucionário na morte de Mao Tsé-tung em outubro de 1976 e a restauração do capitalismo nas mãos de Hua Guofeng e Deng Xiaoping e sua companhia.

Em escala internacional para muito muitos militantes e para muitos militantes e simpatizantes do movimento marxista-leninista-maoísta e da República Popular da China, a forma em que a direção do PCCh abordou a morte de Lin Piao criou confusão, muitas perguntas ficaram sem respostas, muitas dúvidas sem solução, o que trouxe como resultado que o PCCh – somado com a sua nova política internacional de colaboração com o imperialismo ianque e seus lacaios burgueses na Europa e outros países do mundo, consequência da teoria dos três mundos – começou a perder prestígio e autoridade entre os comunistas e revolucionários do mundo.

É preciso pontualizar que as posições errôneas de Mao Tsé-tung condenando a Lin Piao e apoiando a linha direitista de capitulação diante dos imperialistas ocidentais para frente ao social-imperialismo soviético – que tinha Zhou En-lai como máximo ideólogo, de modo algum encobrem a grandiosa vida e obra política de Mao Tsé-tung ao longo de mais de 50 anos. Foram erros no curso de luta com problemas de grande envergadura tanto na nova experiência que supôs a Grande Revolução Cultural Proletária – primeira revolução proletária sob o socialismo – como na complexa situação internacional no final dos anos 60 e início dos anos 70 do século vinte, consequência da feroz rivalidade entre o imperialismo norte-americano e o social-imperialismo soviético em escala mundial e a linha tática derivada dele e elaborada por Zhou En-lai, apoiada Mao Tsé-tung e outros dirigentes chineses como Wang Hongwen, Jiang Qing, Zhang Chunqiao, e Yao Wenyuan os quais, após a morte de Mao Tsé-tung, em outubro de 1976 ao se produzir o golpe de estado contrarrevolucionário de Hua Guofeng foram detidos, encarcerados, e julgados pelos revisionistas chineses. De modo algum, no caso de Mao Tsé-tung, se deveram a problemas ideológicos fundamentais.

Retomar a vida e a obra de Lin Piao

Os marxistas-leninistas-maoístas, os comunistas e revolucionários devem opor-se a crítica inadequada de Lin Piao, feita com argumentos falso e com métodos errôneos.
Porque Lin Piao, na luta contra a burguesia e seus agentes, contra o oportunismo e o revisionismo de todo o tipo, defendendo o marxismo-leninismo-maoísmo.

Porque Lin Piao, com suas obras e escritos teóricos, políticos e militares fez um aporte inapagável ao marxismo-leninismo-maoísmo e ao Movimento Comunista Internacional.
Porque na vida de Lin Piao, o Partido Comunista da China e o Governo da República Popular da China, aplicaram uma política exterior que correspondia ao internacionalismo proletário e prestaram grande ajuda às lutas revolucionárias dos povos de diversos países (Coréia, Vietnã, Índia, Filipinas, Malásia, Colômbia, Brasil, Palestina, França, Itália, Espanha, etc.).
Porque Lin Piao se colocou na frente da corrente histórica, dirigindo a luta revolucionária; foi inimigo irreconciliável do imperialismo, do social-imperialismo, e de todos os reacionários.
Porque a vida de Lin Piaio foi a vida de uma grande marxista-leninista-maoísta, de um grande revolucionário proletário.
Lin Piao foi um grande marxista-leninista-maoísta, que defendeu o marxismo-leninismo-maoísmo de todos os inimigos e revisionistas tanto de dentro como de fora da China e fez uma valiosa contribuição em sua compreensão e desenvolvimento. Lin Piao conta com grandes métiros no desenvolvimento e vitória da Revolução Chinesa, e muito especial no lançamento e desenvolvimento do Movimento de Educação Socialista (1963) e a campanha no seio do Exército Popular da China para o estudo do Pensamento Mao Tsé-tung (1964). E, sobretudo e muito especialmente, na gestação e desenvolvimento da Grande Revolução Cultural Proletária (1966-1969), que impediu a restauração do revisionismo e o capitalismo na China durante alguns anos (mas até se produzir em 1976 o golpe de estado de Hua Guofeng após a morte de Mao Tsé-tung) e supôs um avanço para o Moimento Comunista Internacional e as lutas de libertação dos povos do mundo inteiro.
Por todas estas razões Lin Piao gozou de uma grande autoridade não só entre o proletariado e as massas populares da República Popular da China mas também entre o proletariado e as massas populares dos cinco continentes. Nas questões essenciais, como é defesa dos interesses do proletariado e da teoria marxista-leninista-maoísta, na luta contra o imperialismo e o social-imperialismo, o revisionismo, e demais inimigos do socialismo, Lin Piao foi e será sempre um exemplo para os comunistas e revolucionários.
Por tudo isto, os marxistas-leninistas-maoístas, os comunistas e revolucionários do século vinte e um devem retomar a vida e obra de Lin Piao.
O proletariado internacional, e o Movimento Comunista Internacional contam na atualidade com uma imensa bagagem de experiências, tanto positivas como negativas, para afrontar as novas batalhas contra a burguesia o imperialismo e a na grande marcha até o socialismo e o comunismo. E, muito especialmente, contam com a ideologia do marxismo-leninismo-maoísmo, a ciência da revolução elaborada por Marx, Engels, Lenin, Stalin e Mao Tsé-tung, resultado de todo o período histórico iniciado no século XIX com a Primeira Internacional, passando pela Comuna de Paris, a Grande Revolução Socialista de Outubro na Rússia e a construção da URSS, a Terceira Internacional Comunista e a Grande Revolução Cultural Proletária na China.
Grande Marcha ao Comunismo – agosto 2006.
*Nota do Grande Dazibao: segundo nos informa o site Wikipédia, o ano de nascimento de Lin Piao é 1907, e não 1908 como diz no texto original.
[1] A saber, só um punhado de organizações como a Liga Marxista-Leninista da Itália (que tinha sua base em Bresciae editava o periódico “Lott adi classe”) ou o Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista), liderado por Mahadev Mukherjee após o assassinato de Charu Mazumdar, continuaram defendendo a Lin Piao depois de 1972. Na Espanha parece que nenhuma organização de ideologia maoísta manteve esta mesma posição. A atitude dos partidos e organizações alinhados ideologicamente com o PC da China seguiram então uma postura seguidista e acrítica a respeito desta na questão de Lin Piao.
[2] Ver, por exemplo, Livio Maitan, O Exército, O Partido, e As Massas na Revolução Chinesa, Akal Editor, Madri 1978; Richard Wich, a crise política sino-soviética, Fundo de Cultura Econômica, México 1983; Yao Ming-le, Conspiração e Morte de Lin Piao, Editorial Argos Vergara, Barcelona 1984; Chen Jian, A China de Mao e Guerra Fria, Edições Paidos Ibérica, Barcelona 2005.
[3] Não ajuda o avanço e fortalecimento ideológico dos partido e organizações marxistas-leninistas-maoístas seguir apresentando Lin Piao na atualidade como um renegado junto a Liu e Deng e negar a responsabilidade que teve Mao Tsé-tung na mudança de orientação na política do PC da China em princípios dos anos 70 do século vinte, estabelecendo uma aliança com Nixon e o imperialismo norte-americano – como fez por exemplo o Partido Comunista do Nepal (maoísta) quando afirmava em sua II Conferência de fevereiro de 2001:
Algumas pessoas não compreendem a complexidade da revolução cultural de culpam a Mao por uma série de compromissos no período mais tardio, o que é completamente errôneo
Some important documents of Communist Party of Nepal (Maoist), p. 57, Janadisha Publications, Nepal 2004.
[4] Não esqueçamos que o próprio Mao Tsé-tung em sua conversa com Edgar Snow em 1965 declarou que era necessário mais culto à personalidade; que Zhou En-lai no IX Congresso do PCCh exaltou o desenvolvimento do marxismo-leninismo de Mao com os qualificativos “com gênioe de forma criativa”. Kang Sheng em um discurso pronunciado em 21 de janeiro de 1967se referia “ao presidente Mao que imprime ao Marxismo-Leninismo um impulso fecundo, a ele o chefe supremo dos povos do universo, e seu genial pensamento”. Também em 1968, Jian Qing proclamava um discurso “... é a voz de nosso grande chefe, o presidente Mao! Longa vida ao Presidente Mao!” (Pequim Informa 68/37 17 de setembro de 1968) e Yao Wenyuan em um artigo publicado na Pequim Informa 68/35, de 3 de setembro de 1968, se referia à Mao Tsé-tung como “o grande chefe da classe operária”, etc, etc.
[5] Robinson Rojas, “China: uma revolução em agonia”, Edições Martinez Roca, Barcelona 1978, pp 282-283.
[6] Ibid., p. 293
[7] Ibid., p. 291
[8] K. S. Carol, “A segunda revolução chinesa”. Seix Barral, Barcelona 1977, pp. 476-477


domingo, 16 de abril de 2017

KAMPUCHEA: Visões de mundo revolucionárias e não revolucionárias a respeito da construção familiar

Nota do blog GD: o presente artigo foi publicado pela primeira vez na revista "Juventude" em 2 de fevereiro de 1974, ainda durante a guerra popular de libertação do Kampuchea. O artigo foi republicado em 2 de junho de 1975, onde foram distribuídas 1000 cópias.

Um típico casal jovem das áreas libertas pelo Khmer Rouge: Khvann Sichan, vacinadora e seu esposo, Thou Sarat, província de Kampong Cham, 1973.

A questão da construção familiar é uma questão natural da humanidade. Se não fosse pela família, nossa sociedade humana seria incapaz de prosperar e avançar. Mas, se tivermos visão de mundo incorretas sobre este assunto, a construção da família não irá bem. Então, nossas famílias certamente encontrarão crises, tanto físicas quanto mentais, por toda sua vida. Portanto, nós, a juventude revolucionária, temos que compreender, compreender e ter opiniões, posições e visões do mundo em direção à construção da família, para que nossas vidas revolucionárias continuem se desenvolvendo no futuro por um bom caminho, um caminho de progresso constante.

I- A visão não-revolucionária a respeito da construção familiar.


Hoje, na sociedade imperialista-feudalista e em zonas temporariamente controladas pelo Inimigo, eles geralmente atribuem a questão da construção da família a interesses econômicos. Eles entendem que só quando têm uma base econômica rica ou um alto prestígio podem suas famílias poderão existir na abundância no conforto e ter alto prestígio. Eles não hesitam, não importa que meios ou manobras obscuras eles devem usar. Mesmo quando a nação é invadida e violada pelos cruéis imperialistas e seus serviçais, Eles ficam despreocupados. Independentemente das dificuldades e tristezas que as pessoas possam sofrer, eles não sentem a dor do povo. Ou seja, eles pensam apenas em sua própria felicidade e interesses e de suas famílias.

Não só isso, os imperialistas - feudalistas e capitalistas esforçam-se por fazer propaganda E sistematicamente transmitir essa visão de mundo incorreta para nós, os jovens, para nos perseguir após interesses pessoais - dinheiro, ouro e jóias, cargo e prestígio - e nos fazem parar de pensar no destino da nação e do povo, para nos fazer parar de ver e sentir a dor, exploração e a roubalheira que eles causam. Portanto, é por isso que na antiga sociedade antes da libertação e dentro de zonas temporariamente controladas pelo inimigo hoje, muitos jovens absorveram as visões do mundo da classe opressora. Eles pesquisam Cônjuges ou constituem família apenas por ganância material e pessoal. Ou seja, eles procuram família ou a felicidade, rompendo completamente com os interesses e com o destino de toda a nação e povo.

Exemplo: Quando um homem procura e escolhe uma esposa que é bonita e que é filha de pessoas de alto escalão para que ele próprio se torne rico ou seja promovido seguindo seus sogros. Quando a menina ou os pais da menina olham somente para uma pessoa rica ou uma pessoa de alto escalão para se casar com sua filha para que eles e sua filha possam viver na comodidade e ter prestígio por causa do marido. Mesmo que o homem ou a mulher tenham modas e morais corrompidas, eles ignoram isso. Portanto, algumas mulheres jovens concordam em se tornar esposas menores. Eles ainda concordam em tomar maridos que são da idade de seus pais ou mesmo de seus avós, contanto que o homem seja rico ou de alto cargo. É por causa dessas incorretas visões de mundo que, dentro da sociedade capitalista imperialista-feudalista não se veem muitas famílias que se dão bem juntas. Há muitas histórias vergonhosas, como disputas constantes e frequentes, espancamentos entre marido e mulher, divórcios, desesperança e suicídios dentro de cada família.

A principal razão vem do fato de que cada família está dentro de uma sociedade cheia de atos de injustiça com pessoas que exploram outras pessoas e está cheia de todo tipo de vício, corrupção e vandalismo. Então, cada família é vítima das más influências da sociedade nacional. Portanto, mesmo em famílias pequenas, não há emoções de amor e lealdade uns para com os outros. Cada pessoa pensa apenas em procurar seu respectivo lucro e felicidade. Isto é em relação às famílias ricas. Mas em relação as famílias pobres, elas enfrentam ainda mais tristeza e dificuldades devido à incrível vitimização, exploração e roubo cometidos pelos muitos elementos de controle. Portanto, hoje em dia na sociedade capitalista imperialista-feudalista e em áreas temporariamente sob o controle do inimigo, nenhuma família é capaz de encontrar felicidade para sua própria família.

II Visão de mundo revolucionária sobre a construção familiar.
Quanto a nós, os jovens revolucionários, consideramos que as questões da família são inseparáveis ​​das questões de toda a nação e do povo. Quando a nação é invadida por imperialistas, quando a nação acaba sendo um "escravo", então nossas famílias também se tornam "Escravos". Quando nossa nação é oprimida sem piedade, explorada e colocada sob dificuldades dos imperialistas-feudalistas-capitalistas, nossas famílias também são exploradas. Portanto, para que nossas famílias conheçam a verdadeira felicidade, a paz e a prosperidade, toda a nossa nação e nosso povo devem primeiro ser libertados e libertos de todo tipo de exploração pelos imperialistas reacionários - feudalistas - capitalistas. Assim, construir nossas famílias não é apenas para nossos interesses pessoais ou felicidade ou para ter filhos e netos para continuar a linhagem da família. É importante que seja para que a revolução alcance a sua missão mais elevada, libertar a nação, o povo e a classe pobre e, em seguida avançar para o socialismo e o comunismo, que são sociedades nas quais as pessoas não mais exploram as outras pessoas.

1. Como devemos, jovens revolucionários, escolher um cônjuge?
A fim de realizar com êxito as missões da revolução e avançar para os altivos objetivos acima expostos, nós a juventude revolucionária, devemos estar realmente vigilantes ao selecionar nossos cônjuges.

1. É imperativo estar vigilante em relação à moral sexual. Não escolha imprudentemente por todo o lugar. Ao casar, é imperativo fazer propostas honestamente para a Organização, para o coletivo, para que eles ajudem a resolver as coisas.

2. A disciplina organizacional deve ser absolutamente respeitada. Em matéria de construção de uma família, independentemente dos resultados da Organização e das avaliações e decisões, devem ser absolutamente respeitados. Não tenha ressentimentos. Não fique decepcionado. Isso porque só a Organização e o coletivo são capazes de fazer uma avaliação completa de todos os aspectos. Portanto, faça subjetivamente e siga suas emoções pessoais.

3. Não vá de maneira desornada como em uma corrida; Não seja quente seguir o que seu coração vê. É imperativo olhar para o seu interior muito claramente em primeiro lugar. Ou seja, eles devem ser limpos em termos de moralidade e de vida política, sem envolvimento com os cordões inimigos ou elementos ruins.

4. Se ambos estão dentro das fileiras, é imperativo escolher alguém que tenha uma sólida posição revolucionária; Qualquer que seja sua posição, eles devem ter uma postura de combate absoluto para cumprir constantemente as missões revolucionárias para o Partido, a revolução, e para o povo. Portanto, não escolhemos apenas alguém que é bonito e que sabe se vestir e andar no estilo imperialista moderno, ou que é filho de uma pessoa rica, ou que tem habilidades culturais da velha sociedade, ou que é capaz de oratória, ou que é um camarada de pistola ou fuzil, ou que possui alguma alta posição.

No passado, dentro de nossos escalões revolucionários, alguns camaradas que ainda não haviam absorvido as visões de mundo a respeito da construção familiar, constituíram família de acordo com suas emoções subjetivas e outros seguiram velhas visões de mundo.

Exemplo: Quando um camarada homem escolhia uma esposa que fosse bonita ou fosse filha de gente rica, ou fosse uma menina de habilidades culturais da antiga alta sociedade, após o casamento, algumas destas pessoas se deixaram levar pela posição de seus maridos.

Quando as mulheres escolhiam maridos que tinham influência ou que se vestiam extravagantemente ou que falavam bem e muito, ou que tinham diplomas da velha sociedade, ou que tinham alta posição dentro da revolução, etc. Com base em visões de mundo incorretas como esta, nossos companheiros construíram família depois encontrarem elementos ruins que eram perigosos para o

Partido, para a revolução, e para si mesmos também.

2. Os maus resultados da constituição inadequada de famílias

Como já sabemos, hoje os inimigos são os imperialistas americanos e seus serviçais traidores. O inimigo são os feudalistas-capitalistas reacionários. Eles estão sendo seriamente derrotado em todos os campos. Eles não têm tempo para levantar a cabeça. Quando eles nos atacam militarmente, eles perdem. Quando eles vêm em nós politicamente, eles são dissolvidos. Quando eles nos atacam economicamente, eles são derrotados novamente. Portanto, quando nos atacam por fora, não ficamos todo quebrados. Então, os inimigos, os inimigos estratégicos e os

Inimigos táticos e os inimigos de classe que ainda vivem em zonas liberadas usam manobra para querer nos bater nas tripas, inserindo o seu povo para brechas em nosso interior para destruir nossas fileiras por dentro atraindo seus parentes, atraindo-os por emoções familiares e incitando-os a romper com a revolução, a opor-se à revolução ou para trair os interesses da revolução e do povo e passar a servir interesses de família, proteger sua classe, etc.

Esta é a situação concreta: todos os inimigos estão trabalhando ocupadamente, planejando manobras dentro de nossas fileiras revolucionárias e dentro de nossas zonas libertadas. Portanto, nossos camaradas das juventude revolucionária devem prestar atenção e serem realmente vigilantes em tono deste assunto de constituição familiar. Se não respeitamos a disciplina organizacional, e não respeitamos o coletivo, se não tomamos firmes posições revolucionárias, se estamos livres em todo lugar em termos de moralidade, certamente constituiremos família incorretamente e não seremos de acordo com a linha do Partido, e certamente encontraremos maus elementos ou ainda agentes inimigos clandestinos.

Exemplo: Em alguns lugares os camaradas que exercem autoridade casaram-se os filhos de capitalistas ou feudalistas. Devido às emoções familiares, nossos companheiros enfraqueceram e inclinaram-se para eles e distanciaram-se das posições revolucionárias. Quando havia conflitos entre a linha do Partido e os interesses dos proprietários feudais capitalistas, nossos companheiros fizeram concessões para eles, se não muitos então alguns, e eles concordaram em violar a linha do Partido.

Outro exemplo: Em um local, o inimigo inseriu uma bela espiã feminina para flertar com um de nossos quadros militares. Como esse camarado e era livre em termos de moralidade, eles se amavam em segredo sem deixar que a Organização ou o coletivo soubessem.

Mais tarde, quando viu que nosso camarada estava apaixonado por ela, começou a aliciar e provocar seu marido, chicoteando rumores atacando os militares e atacando outros quadros militares, dividindo-os de uma unidade para outra, sem parar. Sem querer, aquele camarada acreditou e continuou espalhando os rumores de que ela tinha causado confusão com os militares até que a solidariedade e unidade internas da divisão militar e divisões entre os militares e a área de base também foram causados.

Quando a Organização descobriu a causa de tudo isso, ela induziu o nosso camarada a fugir e ir para o lado inimigo.

Esses tipos de problemas estão todos conectados e ocorrem continuamente dentro das forças armadas, dentro das fileiras das autoridades, e dentro das organizações de jovens também.

Muitas coisas ruins são causadas pela construção da família liberal, desrespeitando a disciplina organizacional, não aderindo a posições revolucionárias; Todos eles colocam em risco o Partido, o movimento revolucionário, e todos nós. Se nos depararmos com elementos ruins ao constituir famílias, pelo menos elas nos induzirão a ser inativos em nossa missão. Outros podem pedir que deixemos o Partido e deixemos o movimento revolucionário, que está agora em uma fervura e está apreendendo vitórias enormes. Portanto, nosso futuro certamente irá adentrar na escuridão e no nada, e será totalmente sem qualquer raio de luz.

3. A visão de edificar e educar o cônjuge após o casamento
Devemos ter a visão clara de que nosso cônjuge é uma parte inseparável da grande família revolucionária. Portanto, nosso marido ou esposa é uma das massas do Partido e é membro do movimento revolucionário. Para que nosso cônjuge se torne um bom revolucionário capaz de cumprir bem as missões revolucionárias para o Partido, para a revolução e para as pessoas, para sempre, é necessário gradualmente educa-lo e construí-lo para compreender as linhas revolucionárias políticas, ideológicas e organizacionais. Não as deixe sozinhas, deixe-as cozinhar, cuidar das crianças e cuidar da casa como famílias na sociedade antiga faziam. Por um lado, nós, os maridos, devemos nos concentrar em fazer propaganda e educar e edifica-los para seguir o caminho da linha do Partido. Mas, o que é mais importante, devemos entregá-los à Organização e ao coletivo para ajudar e edificar. Ou seja, é imperativo para eles saberem como entrar na luta, e atuar no movimento trabalhista para ajudar as pessoas e as massas a edificarem-se dentro de um movimento fervilhante.

É absolutamente imperativo evitar estragar o cônjuge e fazê-los não se atrevem para entrar para a luta do movimento trabalhista junto com o povo por medo de fadiga, por medo de se degradar, ou por medo de perda de rosto. Não considere o seu cônjuge ser algum membro especial das massas que só você pode edificar, que só você pode educar. E é absolutamente imperativo que você não edifique o seu cônjuge para seguir suas próprias emoções individuais da família. A experiência passada mostrou constantemente que a construção familiar e educação dentro de uma estrutura de abraçar apenas a própria família não é muito progressiva. Somente passando a família para a Organização, para o coletivo, para ajudar a educar e construir e por tê-los dentro do movimento de luta das massas é que nossas famílias poderão prosperar bem na direção do Partido.

Quando estivermos com o nosso cônjuge, mas se deixarmos sozinho e não educar e edifica-los para compreender a revolução ou mima-lo, eles se tornam individualistas e tendenciosos em relação à própria família. Algumas mulheres eram boas quando estavam com os pais, mas quando se tornam nossos cônjuges tornam-se de acordo com as posições de seus maridos no estilo das esposas dos mandarins na velha sociedade.

Isso tem um impacto negativo na influência do Partido, da revolução e dos indivíduos que são seus maridos, e isso faz com que as pessoas e as massas percam a fé ou não sejam calorosos para com a nossa liderança.

Portanto, nós, a juventude revolucionária, devemos aderir firmemente à direção e visão do Partido em educar e construir nossas famílias.

III. A Missão da Juventude Revolucionária E a questão da construção final
Quanto à questão da construção da família, o Partido nunca a proibiu, mas nós a juventude revolucionária devemos ter visões de mundo revolucionárias claras nessa área. E o mais importante, nós, os jovens revolucionários, devemos aderir à nossa missão, vejam claramente a glória sublime de nossas missões e compreendam claramente o brilho da honra nacional de cada um de nós jovens revolucionários, todos os quais foram confiados pelo Partido com sérias e elevadas missões revolucionárias.

Como todos vocês, camaradas, já absorveram, o Partido Comunista do Kampuchea tem e está liderando a nação, o povo e a juventude revolucionária realizando a revolução nacional-democrática em atacar e expulsar os imperialistas e seus servos e atacar e derrubar o Lon Nol, Sirimatak, Son Ngoc Thanh, o grupo de traidores de In Tam que representou os feudalistas reacionários capitalistas e os servos dos imperialistas americanos e em eliminá-los do Kampuchea, para depois avançar para a construção do socialismo e do comunismo, sociedades onde não há exploração das pessoas pelas pessoas. Portanto, nossa revolução deve trabalhar por muito mais tempo. Nós, jovens revolucionários, temos a missão de continuar o nosso dever em fazer a revolução sobre os jogadores principais desta era até que os objetivos estratégicos sejam alcançados. Portanto, nós, a juventude revolucionária devemos nos preparar de agora em diante aceitar a nossa vez no dever de fazer a revolução, liderar a revolução e construir o país para o futuro. Em particular, devemos esforçar-nos para treinar e temperar-nos em toda a missão revolucionária enquanto ainda somos jovens e ainda temos a força para construir, fortalecer e expandir nossas posições revolucionárias em todos os setores, políticos, ideológicos, e organizacionais para ser ainda mais sólido, a fim de garantir e garantir que o futuro permaneça vermelho brilhante e cresça ainda mais brilhante e vermelho para sempre.

Hoje, especialmente durante esta estação seca, o Partido Comunista do Camboja está levando toda a nação, o povo e a juventude revolucionária na mais forte das ofensivas, uma ofensiva histórica. Ou seja, no campo de batalha estamos na ofensiva atacando o inimigo extremamente forte, tornando-os dissolver ainda mais até que sejam totalmente dissolvidos. E no campo de batalha da retaguarda, devemos estar em uma ofensiva forte, mais ativa, aumentar a produção e modificar os meios de subsistência da população de base, fortalecer e expandir o movimento de cooperativismo. Em conjunto com isso, devemos dar o ímpeto mais forte e mais ativo ao movimento para construir forças revolucionárias em todos os domínios, nomeadamente no reforço e expansão da nossa Liga da Juventude, importante parte da aliança operário-camponesa, e torná-la mais firme seu status como sendo a mão direita do Partido.

Esta é uma excelente oportunidade para todos nós, revolucionários, juventude revolucionária, para entrar na briga para treinar e temperar e nos edificar dentro dos três movimentos principais, fervilhantes. Portanto, nós a juventude revolucionária, devemos erradicar e purificar completamente todas as opiniões e posturas incorretas em relação a construção da família, como a moralidade livre ou estar em um pânico quente querendo construir uma família enquanto somos muito jovens, ou sendo livres e não respeitando a disciplina organizacional e não respeitando o coletivo na construção de uma família, por exemplo. Devemos entender que em questões de família, podemos construir uma a qualquer momento. Mas só temos a nossa juventude uma vez em nossas vidas. Se permitir que ela deslize inutilmente, ele nunca vai voltar e certamente vamos lamentar mais tarde.

Portanto, os jovens revolucionários podem aproveitar esta rara oportunidade adentrar na briga para temperar e construir-se dentro dos três grandes movimentos durante esta estação seca, a fim de alcançar com êxito as elevadas missões durante esta estação seca e no futuro para o Partido, para a revolução e para o povo.




Publicado / pela segunda vez em 2 de setembro de 1975, 1000 cópias.